Exportações podem contribuir para renda do setor arrozeiro

As nuances do Comércio Exterior e os pontos fortes e fracos do Brasil para ser um player das exportações foi o tema da palestra do ex-ministro da Agricultura e presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, na segunda noite da oitava edição da Semana Arrozeira, que ocorre no CTG Farroupilha, em Alegrete (RS). O evento é organizado pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete.

 

Turra apresentou dados sobre o potencial brasileiro nas exportações do agronegócio. Hoje o país é o quarto maior exportador de produtos agrícolas do mundo, com faturamento de US$ 86 bilhões. Mas entre os principais fornecedores de alimentos do mundo, é o único que ainda tem espaço para crescimento. Com o aumento da demanda por alimentos no mundo, a tendência é que o Brasil venha a evoluir no cenário exportador.

 

Entretanto, o presidente da ABPA lembra que para se trilhar o caminho do comércio exterior para a abertura de um mercado novo, é preciso paciência e persistência nas negociações. "Exportar não é uma arte tão fácil. É uma luta dura de informação e apoio. As vezes demoramos quase sete anos para abrir um mercado. Mas nós somos grandes produtores de alimento e seremos buscados pelo mundo", projeta.  

 

Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) mostram que, até 2022, a demanda por cereais deve crescer 15%. Neste sentido o arroz, que é o alimento básico de diversas nações, deve ter grande procura e o Brasil pode se firmar como grande exportador do grão. Em momentos de crise do setor, o embarque para o exterior também pode ser uma saída. "No Rio Grande do Sul atingimos uma produtividade e qualidade fantástica. O que falta é termos mais janelas de exportação. É preciso fazer uma conta. O que nós consumimos e o que nós exportamos. Se produzirmos além é o que vai comprometer o preço interno para a possibilidade de lucro", observa.

 

De acordo com Turra, as exportações estão beneficiando o setor de aves. Mesmo com uma redução em dólar, com a alta da moeda norte-americana frente ao real, a lucratividade do setor aumentou em 12%. O ex-ministro da Agricultura orientou os produtores também que é preciso investir em armazenagem de grãos na propriedade com o objetivo de segurar a comercialização para que o produtor não fique refém de preços aviltantes que desestimulam esta sequência de alta produtividade.

 

Foto: Flávio Burin/Divulgação

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