Cresce o interesse pela criação do cavalo Crioulo em Minas Gerais

 

Com uma economia que gira em torno de R$ 1,3 bilhão, segundo pesquisa da Esalq/USP, e gera cerca de 240 mil empregos, o cavalo Crioulo vem galopando a passos fortes para o centro do Brasil. O crescimento em número de animais pelo Brasil foi de 7,3%, enquanto no faturamento em leilões e vendas diretas chegou a 8,1%, com um total de R$ 198 milhões atingidos, de acordo com números da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

 

Neste cenário de evolução, Minas Gerais vem se destacando. O crescimento registrado no número de exemplares em 2014 se comparado à 2013 foi de 8,9%, chegando a um plantel de 1,2 mil animais nas propriedades mineiras. Isso se deve especialmente pela descoberta de criadores de gado do estado que estão buscando a aptidão vaqueira do cavalo Crioulo, já demonstrada no Sul do Brasil, como uma importante ferramenta de trabalho na lida campeira.

 

Conforme o criador Marcelo Moura, notadamente a necessidade de um cavalo para o trabalho a campo, especialmente com o crescimento da pecuária, tem sido muito grande e a raça Crioula tem atendido estes requisitos. "Tenho andado muito nos estados do Centro-Oeste e Sudeste e tenho visto um crescimento expressivo do interesse na raça Crioula, especialmente de criadores de Zebu. Estamos entrando muito na área de cavalo de serviço", observa.

 

Esportes, como o tiro de laço, também vêm sendo uma atração para os criadores mineiros. Moura, que é o presidente do núcleo de criadores de Minas Gerais, com sede em Uberaba e que foi inaugurado neste mês de julho, afirma que o objetivo é trabalhar no fomento do cavalo Crioulo por meio de exposições e eventos que congregam os criadores de bovinos. "Temos cinco exposições anuais. É o local onde se agrega valor aos animais. Temos a possibilidade de a partir deste centro difundir mais rapidamente a raça, salienta.

 

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