Encontro de Professores encerra abordando cooperativismo e Conselho

Cooperativismo e o papel do Conselho Profissional dos Técnicos Agrícolas no ensino foram os temas abordados no último dia da programação do 34º Encontro Estadual de Professores e 7º Congresso Nacional de Ensino Agrícola, ocorrido no sábado, dia 6 de julho. A manhã gelada não impediu que os participantes lotassem o auditório da administração do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Os eventos promovidos pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) e Federação Nacional de Ensino Agrícola (Fenea) reuniram em torno de cem pessoas durante os três dias de palestras, painéis e homenagens aos 50 anos da Associação.

 

O professor e engenheiro agrônomo Ainor Francisco Lotério ministrou a palestra “Cooperativismo no contexto da crise política e econômica atual – alternativas e vantagens”, organizada pela Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Professores da Região Metropolitana de Porto Alegre (Educredi). Com palavras motivacionais e música, o professor afirmou que o cooperativismo permite pensar um novo mundo e na hora da crise oferecer oportunidades. Mostrou exemplos de quando o cooperativismo passa a ser uma terapia geradora de bem-estar social e geração de renda. “Mesmo com a crise, o setor cooperativista cresce em torno de 10% a 12% ao ano”, observou Lotério.

 

Já o gerente regional da Emater em Belo Horizonte (MG), Vitório Alves Freitas, foi o responsável pelo painel “Novo Conselho Profissional dos Técnicos Agrícolas e suas implicações para o ensino”. De acordo com ele, existem 12.327 extensionistas rurais no Brasil. Destes, 9.449 exercendo a atividade de forma permanente e 2.878 de forma temporária. Ao detalhar os dados, informou que dos profissionais em exercício, 5.127 são de nível médio e 4.322 de nível superior.

 

No encontro, Freitas destacou que a criação de um conselho representativo do setor é uma luta de décadas, que iniciou em 1968, na Bahia, e só em março de 2018 teve seu resultado positivo com a publicação da lei 13.639 pela Casa Civil da Presidência da República. “Queremos um Conselho para trabalhar no princípio da educação, da formação e não punitivo da categoria”, explicou. “Temos que entender a grade curricular do ensino técnico no país, trabalhar para que os jovens cheguem preparados para o mundo do trabalho. É isso que desejamos construir”, defendeu. A primeira eleição para a diretoria do Conselho deverá ser realizada ainda este ano. 

 

Também participaram do painel os presidentes da Federação Brasileira dos Técnicos Agrícolas (Finta), Antonio Tiago da Silva, do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Rio Grande do Norte (Sintarn), Ivanilson Pereira de Araújo, e do Sindicato dos Técnicos Agrícolas da Rio Grande do Sul (Sintargs), Roberto Dalpiaz Rech.
 
Já na noite de sexta-feira, dia 5 de julho, a Agptea comemorou os seus 50 anos fazendo uma homenagem aos ex-presidentes. Foi pedido um minuto de silêncio para Luiz Oswaldo Calvete Correia, Inácio Gomes Moreira e Carlos Matzenbacher, já falecidos. Logo após foi entregue o troféu de Sócio-Benemérito para Heitor Tomé da Rosa, Rudi Von Saltiel, Antônio Hélvio de Souza Ilha, Nedi de Almeida Jacondino, Sérgio Luiz Crestani e para o atual presidente Fritz Roloff, que está em sua segunda gestão.
 
Também foram agraciados com troféu como reconhecimento pelo apoio dado à Agptea, professores e entidades parceiras. O presidente Fritz Roloff e a Associação receberam placas em homenagem ao trabalho desenvolvido que foram entregues pela diretoria da entidade e pelo Conselho de Diretores das Escolas Agrícolas Estaduais do Rio Grande do Sul. As comemorações se encerraram com bolo, parabéns gaudério e baile.

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