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Mudanças no controle de doenças, pragas e plantas daninhas em discussão


O manejo de doenças, pragas e plantas daninhas e as evidências de populações resistentes a agroquímicos serão destaques da programação do segundo dia da 29ª edição do Seminário Cooplantio, que ocorre de 2 a 4 de junho no Centro de Eventos do Hotel Serrano em Gramado (RS). Como estes problemas afetaram a produção gaúcha de grãos e as tendências de controle serão debatidas por especialistas da área.

O professor e pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Jerson Guedes, será o responsável por falar sobre as pragas. Na última safra, os agricultores gaúchos sofreram com os problemas de descontrole no manejo lagartas. A notícia da chegada da Helicoverpa ao Estado também causou preocupação. No entanto, Guedes afirma que houve muita desinformação sobre o tema. "A Helicoverpa determinou um aumento de gastos significativos em 2013. Isso leva a retomar os princípios do manejo integrado de pragas e o controle de lagartas para racionalizar o uso de inseticidas", salienta.

Especialista em plantas daninhas, o pesquisador da Embrapa Trigo , Leandro Vargas, vai falar sobre o tema. Para ele, o principal ponto do sistema é manter o solo sempre coberto. Dá como exemplo a cultura do milho, que tem sua colheita em fevereiro e fica com a terra em pousio por até quatro meses. "Na evolução do manejo de plantas daninhas há necessidade de planejar a cobertura permanente do solo combinando a rotação de culturas com o controle químico", ressalta.

Na parte de doenças das plantas, o engenheiro Agrônomo e pesquisador da área de Proteção de Plantas da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Fabiano Siqueri, apresentará a evolução do controle de ferrugem da soja e outras doenças no Centro Oeste do Brasil. Ele trará a experiência positiva do manejo doenças e desenvolverá as dificuldades encontradas com populações resistentes a fungicidas e indicará caminhas que devem ser seguidos na proteção de plantas. Siqueri destaca a necessidade de maior conhecimento sobre a biologia de doenças e a compreensão real da ação dos fungicidas. Lembra também da necessidade de proteger a planta sadia e de tomar decisões com base em conhecimento e informação científica.

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