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Lavouras planejadas garantiram alta na produtividade na última safra


As boas práticas agrícolas podem garantir um aumento significativo de produtividade nas lavouras gaúchas. Segundo números divulgados pela Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio), a média dos produtores de arroz e soja que planejam com eficácia a semeadura trouxe alta de 33% e 48%, respectivamente, na última safra.

Os dados foram apresentados na palestra de abertura da 29ª edição do Seminário Cooplantio, que iniciou na tarde desta segunda-feira, dia 2 de junho, no Centro de Eventos do Hotel Serrano em Gramado (RS). Na soja, a média geral do Estado, com base em números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), chega a 2,05 mil quilos por hectare, enquanto os agricultores pesquisados pela cooperativa que adotam processos de manejo na lavoura chega a 3,03 mil quilos por hectare. Já no arroz este número vai de 7,15 mil quilos por hectare na média estadual para 9,53 mil quilos por hectare dos produtores que adotam as boas práticas.

No entanto, conforme os participantes do debate inaugural do evento, ainda há muito o que fazer para que a maior parte das lavouras do Rio Grande do Sul atinjam este patamar. Para o gestor de Marketing e Serviços da Cooplantio, Dirceu Gassen, é preciso incentivas práticas como a rotação de culturas e a cobertura de solo no inverno. “Colhemos o milho há mais de dois meses e a soja há 45 dias e hoje não chegamos a 5% da cobertura de área com cultivo de inverno”, reforça.

Na Metade Sul, segundo o diretor comercial da Cooplantio, Giovanni Fernandes, a entrada da soja garantiu também outras alternativas de matérias primas para o manejo do solo, como a entrada do calcário e enxofre nas fórmulas para a adubação da soja, o que auxiliaram no rendimento. De acordo com o dirigente da cooperativa, a rentabilidade da lavoura nos últimos anos está aumentando, mas é preciso que o planejamento seja feito de forma racional para minimizar os custos. “Precisamos planejar melhor a lavoura para que não desperdiçamos valor. O preço está bom e a produtividade vem crescendo, mas será que nossa curva de produção está acompanhando a alta dos custos?”, questiona.

Sobre a evolução da biotecnologia, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Marcelo Gravina, afirmou que o uso dos transgênicos teve rápida adesão dos agricultores e que é um processo consolidado nas lavouras brasileiras, onde soja e milho já ultrapassam os 80% da área plantada no país. No entanto houve muita perda de tempo em debates fora do âmbito da agricultura que atrasaram questões importantes para o produtor como a resistência a pragas, doenças e plantas daninhas. “Estamos ainda no início do processo da utilização da biotecnologia. Há que fazer a regulamentação de biossegurança e regulamentação dos mercados”, enfatiza.

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