• AgroEffective/FecoAgro-RS

Trigo deve ter redução de área no Rio Grande do Sul


A alta nos custos de produção em função da valorização do dólar frente ao real podem influenciar em uma queda na área do trigo no Rio Grande do Sul. Com a moeda americana cotada atualmente acima dos R$ 3,20, os produtores que estão planejando a lavoura de inverno devem sofrer com este impacto.

Conforme o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, além do dólar, os custos com outros ítens como mão-de-obra e energia também devem pesar no bolso do produtor. O dirigente ressalta que no Paraná, por exemplo, há uma estimativa de aumento de 18% no desembolso para a safra, que é aquilo que o agricultor gasta imediatamente para a implantação da lavoura. E o Rio Grande do Sul não deve ter um percentual diferente deste. "Temos um custo de produção que subiu muito em função do dólar. A maioria dos insumos para as lavouras são vinculados à moeda americana, especialmente os fertilizantes", observa.

Além disso, a frustração da safra de 2014, que teve uma quebra de 42% em relação ao ano de 2013 por causa do clima, também deixou os triticultores com um pé atrás em relação ao plantio. A área de 1,15 milhão de hectares do período anterior deve ser reduzida. Pires ainda não projeta números, mas algumas regiões podem ter uma diminuição de mais de um quarto de área. "A região das Missões, que foi uma que teve um crescimento acima da média nos últimos anos, se fala em até 30%, mas não acredito que no Estado como um todo caia desta maneira, pois não temos grandes opções de plantio no inverno, diferente do Paraná, onde o pessoal pode plantar uma segunda safra de milho", salienta.

Uma das propostas que a FecoAgro/RS busca junto ao governo federal é que o preço mínimo do trigo seja reajustado em 19% ainda antes do início da safra. A correção elevaria o valor para R$ 665,00 a tonelada. O dirigente da federação informa que o governo em um primeiro momento negou mas no segundo momento aceitou a correção das planilhas, mas ainda não deu uma resposta definitiva sobre o assunto. "O valor que vem sendo pago ao produtor no Rio Grande do Sul é muito baixo e desestimula o agricultor para a próxima safra que faz as contas e não vê possibilidade de ganhos", ressalta.

Pires reforça que, diante deste cenário, o lado positivo é que se a alta do dólar traz prejuízo na compra dos insumos poderá ser benéfico na venda para o mercado externo. Junto com uma correção dos valores do preço mínimo para a cultura, pode ser um alento aos produtores gaúchos. "A alta do dólar trás uma expectativa de preços mais altos, tanto no mercado interno como externo, também encarecendo a importação de trigo do mercado internacional por moinhos brasileiros, mas isto só ocorrerá se tivermos trigo de qualidade", esclarece.

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