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FecoAgro/RS estima redução de área de trigo acima de 25%


Com o avanço da semeadura da cultura do trigo no Rio Grande do Sul, a perspectiva é que a redução de área seja realmente confirmada neste período. Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento nesta quinta-feira, dia 11 de junho, indicam uma queda de 15%, chegando a 969 mil hectares ocupados com a cultura. Na avaliação da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), o número deve ser maior.

Segundo o presidente da entidade, Paulo Pires, o plantio ocorre de forma normal no Estado, com períodos de chuva intercalando com dias de sol. Ressalta que os produtores estão escalonando a semeadura nas lavouras, já que existe uma janela entre 20 de maio e 10 de julho para o bom andamento da cultura. O dirigente acredita que a redução deve ser confirmada. "No nosso entender teremos uma redução bem mais significativa de área do que as entidades estão apontando. Nós estamos adiantando de que teremos uma queda de mais de 25% na área do trigo no Estado", analisa.

Pires salienta que, entretanto, a safra mundial deve se manter estável e que ainda é cedo para avaliar como os impactos da menor área no Rio Grande do Sul vão refletir nos preços do cereal. "Temos notícias que a Argentina vai reduzir em 10% a área, mas temos uma estabilidade mundial na produção. A não ser que tenhamos um fator climático em países produtores com a incidência do El Niño, que pode prejudicar a produção e diminuir a oferta, a tendência é termos uma safra normal", observa.

Para o presidente da FecoAgro/RS, a questão dos preços é relacionada à qualidade do trigo que será colhido no Estado. Reforça que, pela redução, é preciso dar atenção à questão da qualidade e da segregação do cereal. Além disto, também é preciso acompanhar a questão cambial, que é fator decisivo na formação dos preços tanto na importação quanto na exportação.

Foto: Cotrirosa/Divulgação

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