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Grupo vai avaliar custos para formação de preço mínimo do arroz


Um grupo de trabalho formado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e Instituto Riograndense do Arroz (Irga) vai discutir as tabelas dos custos de produção do arroz para trazer um ponto final na questão do preço mínimo da cultura. Esta foi uma das principais definições da reunião do setor com a ministra da Agricultura Kátia Abreu nesta terça-feira, dia 14, em Brasília (DF).

Conforme o presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, será feita também uma quantificação do endividamento do setor e avaliação dos resultados dos alongamentos dos custeios realizados até o momento após medida anunciada em junho com o Banco do Brasil. O dirigente considerou o resultado do encontro como um avanço para equacionar problemas estruturais dos arrozeiros. "Saio com a clara impressão que a ministra está disposta a enfrentar desafios como a metodologia para definir os custos de produção", afirma.

Dornelles salienta que o aumento descontrolado dos custos de produção foi objeto de debate e que a discussão será tema do grupo. O presidente da Federarroz revelou que a ministra informou que o arroz é um produto estratégico para a segurança alimentar do país especialmente pela qualidade do grão produzido principalmente no Rio Grande do Sul. "Há um convencimento do ministério destes problemas e há uma visualização de que não podemos ficar a mercê de outros mercados para fornecimento de alimentação para a população brasileira", reforça.

Sobre o valor de R$ 29,67 para o preço mínimo da saca de 50 quilos de arroz, Dornelles afirma que Kátia Abreu não ratificou este número e que deixou aberto espaço para diálogo no sentido de buscar um valor mais condizente com a realidade dos produtores. O objetivo das entidades com a insistência na questão do preço mínimo e atacar os custos de produção do arroz.

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