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Argentina e México relatam casos de sucesso no mercado lácteo


Os exemplos de pequenas e médias indústrias de países como Argentina e México dominaram o segundo dia do ciclo de palestras do terceiro Encontro Latinoamericano de Pequenas e Médias Empresas Lácteas, realizado no Fundaparque, em Bento Gonçalves (RS). As estratégias de comercialização e o associativismo como forma de ampliar a competitividade dos empreendimentos foram a tônica dos debates realizados no evento.

Apresentando o caso de sucesso da Asociación de Pequeñas y Medianas Empresas Lácteas (Apymel), da Argentina, o gerente da entidade, Fernando Ramos, explanou o trabalho feito em apoio das agroindústrias associadas. Quando criada, em 1988, a associação tinha 15 empresas que integravam o quadro associativo. Hoje a Apymel conta com 180 sócios, gerando quatro mil postos de trabalho e com uma produção de quatro milhões de litros processados por dia. "Nossos números não são diferentes das grandes indústrias da Argentina", revelou.

Sobre o trabalho de busca de mercados para exportar os produtos lácteos, Ramos disse que o associativismo tem sido fundamental para alcançar objetivos e gerar oportunidades de negócios para as pequenas e médias empresas do país. Hoje são exportadas nove mil toneladas de leite em pó e seis mil toneladas de queijo anualmente pelos integrantes da Apymel. "Importante ressaltar que o associativismo no setor lácteo é fruto de um trabalho conjunto com o setor público, que vê com bons olhos como fator de geração de emprego e renda", complementou.

Entre as vantagens do associativismo de acordo com o dirigente da Apymel estão as reduções de custos de produção e comercialização, já que todas as indústrias podem se utilizar das mesmas estruturas para negociação, além do aumento de oferta para ganhar novos mercados, pois muitas vezes uma agroindústria sozinha não tem oferta suficiente para atender os embarques. "Uma pequena empresa, nas maioria das vezes, não produz o suficiente para exportar. Com o associativismo é possível", afirmou Ramos.

Do México, a presidente do Instituto Mexicano do Queijo, Georgina Yescas, contou sobre o trabalho da Lactography, empresa desenvolvida para promover a produção láctea do país. Conforme a dirigente, a iniciativa pioneira visou inserir no mercado tradicionais produtores de queijo do país, mas que não tinham conhecimento de que poderiam ir mais longe na comercialização dos produtos. "Temos uma cultura de cultivar o nosso passado, e isso fez com que estes produtores conhecessem apenas a realidade da sua região. Propomos a eles abrir este mercado", revelou.

Um dos motes do Lactography, conforme Georgina, é o de promover os produtos mexicanos por meio de concursos mundiais. Ela lembrou a história de uma produtora de queijo de cabra que vivia em uma região dominada pelo narcotráfico mexicano. Foi desenvolvido um trabalho com a produção de uma receita de queijo de cabra envolto em folhas de abacate, o que resultou em um título como um dos três melhores queijos do mundo em 2014. "Hoje esta produtora tem tido uma demanda muito grande pelo produto", comemorou.

O terceiro Encontro Latinoamericano para Pequenas e Médias Empresas Lácteas (PMES Lácteas), é organizado pela Apil/RS e o Portal Lechero, do Uruguai e faz parte da programação da Envase Brasil/Brasil Alimenta 2016.

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