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Palestra fala em nova abordagem na construção do conhecimento


A abertura do 33º Encontro Estadual de Professores e 6º Congresso Estadual de Ensino Agrícola ocorrida nesta quinta-feira, 25 de outubro, em Canela, na Serra Gaúcha, contou com a presença de representantes de várias entidades e de professores e diretores das escolas agrícolas. O evento é promovido pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola do Rio Grande do Sul (Agptea) e pela Federação Nacional do Ensino Agrícola (Fenea) e segue até sábado, dia 27 de outubro.

O presidente da Agptea, Fritz Roloff, afirmou, em seu discurso, ter a convicção de que o Encontro irá contribuir com a qualidade do processo de revitalização da educação profissional. “Muitas questões devem ser trabalhadas durante o evento, mas o destaque será a discussão e análise da necessidade urgente de uma capacitação continuada dos professores e alunos, de uma readequação curricular à realidade rural, e de diretrizes políticas, econômicas e pedagógicas específicas”, observou.

Também falaram sobre demandas e avanços para o ensino técnico agrícola o secretário adjunto da Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação do Estado, Ervino Deon, o superintendente da Educação Profissional do Rio Grande do Sul, Mauro Rosso, o diretor da Escola Agrícola Bom Pastor, de Nova Petrópolis (RS), Adriano Antônio Fiorini, o presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Sintargs), Luiz Roberto Dalipiaz Rech, e o presidente da Associação dos Técnicos Agrícolas de Santa Catarina (Atasc), José Carlos Brancher.

A primeira palestra do evento foi realizada logo após a cerimônia de abertura com o tema “Ensinar é Prazer: Ética e Transdisciplinaridade para Sustentabilidade na Ação Educativa. O palestrante professor doutor Luiz Eduardo Berni, da Universidade de São Paulo (USP), iniciou a sua explanação propondo um exercício com a platéia que lembrou as danças indígenas e pediu que todos fizessem o resgate de uma memória boa ligada ao ato de ensinar.

Berni explicou que a transdisciplinaridade é uma abordagem nova na construção do conhecimento, seja a partir da pesquisa ou por meio do ensino. Em 1994, a Unesco promulgou a Carta da Transdisciplinaridade durante um Congresso em Portugal, que contém 15 artigos. Segundo o professor, o artigo 1° da Carta afirma que qualquer tentativa de reduzir o ser humano a uma definição e dissolvê-lo em estruturas formais é incompatível com a visão transdisciplinar. “Portanto, o ser humano não está no caderno, no livro, no computador”, destacou.

Segundo Berni, é preciso ampliar o olhar para que a construção do conhecimento não seja apenas centrada na ciência, mas ampliada pela arte e pelas humanidades. Salientou que Isso não significa abrir mão do conhecimento científico, mas colocá-lo em diálogo com outros saberes. O professor e doutor da USP encerrou a sua palestra com um música indígena e disse que todo o educador é um artista do empoderamento.

Foto: Ton Silva/Divulgação

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