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Educação técnica debate transformações do mundo do trabalho no 40º Encontro de Professores

  • Foto do escritor: Artur Chagas
    Artur Chagas
  • 27 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

No segundo dia do evento, especialistas destacam os impactos da pandemia, as mudanças no perfil dos jovens e as tendências que devem moldar o futuro profissional no Brasil (Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective)
No segundo dia do evento, especialistas destacam os impactos da pandemia, as mudanças no perfil dos jovens e as tendências que devem moldar o futuro profissional no Brasil (Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective)

O 40º Encontro de Professores de Ensino Técnico Agrícola, organizado pela Associação Gaúcha dos Professores do Ensino Técnico Agrícola (Agptea), abriu o segundo dia, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre, com o painel “Educação Profissional Articulada com o Mundo do Trabalho”. Participaram a superintendente adjunta da Superintendência da Educação Profissional (Suepro), professora Raquel Padilha, e a assessora técnica, Luiza Guterres Brettas, com mediação do vice-presidente de Assuntos Agropecuários da Agptea, Ayrton Ávila da Cruz.


A superintendente-adjunta da Suepro começou a palestra falando sobre as mudanças ocorridas nas escolas nos últimos anos, notadamente a partir de 2020, com a pandemia. Raquel instigou os professores e professoras a fazerem uma comparação entre os alunos de antes e depois do período da pandemia.


Segundo ela, o retorno às aulas presenciais foi bem difícil, enfatizando que o mundo do trabalho que esse jovem vai se inserir também é um mundo em transformação. “E a gente até dizia, lá nas escolas, quando eles retornaram ali, no final de 21, efetivamente na escola, para o início de 22, que vocês tinham três primeiros anos. Porque o terceiro ano, ele quase não tinha estado na escola e agia como se fosse o primeiro ano. O segundo ano também não tinha passado pelos bancos escolares e agia como se o primeiro ano fosse”, recordou.


Raquel referiu que atualmente existem no Brasil 45 milhões de jovens, pessoas de até 32 anos. No Rio Grande do Sul são 2,3 milhões. “O que nos leva a crer que temos em sala de aula, em muitos casos, tanto alunos como professores jovens. Idades próximas, mas de realidades bem distintas”, ponderou.


A superintendente-adjunta referiu ainda tendências mundiais em transformação, como tecnologia, economia, demografia e transição verde (principalmente no trabalho do campo) que devem gerar 170 milhões de novos empregos até 2030. Também mostrou como funciona a estrutura da Suepro que, desde 1998, trabalha no sentido de melhorar a qualificação de alunos em um mundo cada vez em maior transformação.


Raquel também mostrou como a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) de nível médio, que é desenvolvida nas formas articulada e subsequente ao ensino médio, está organizada na rede estadual hoje. A rede estadual tem 32,33 mil estudantes na EPT entre curso normal, profissional Integrado e Profissional Subsequente.


Já Luiza complementou mostrando dados do IBGE que fazem uma relação direta entre aumento de escolaridade com o maior percentual de ocupação de jovens no mercado de trabalho, bem como a taxa de informalidade maior quanto menor é o nível de escolaridade.



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