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Elicit Plant chega ao Brasil com investimentos de US$ 1 milhão em Pesquisa e Desenvolvimento


A Elicit Plant Brasil realizou nesta terça-feira, 13 de junho, o pré-lançamento da sua plataforma de tecnologia inovadora para estresses abióticos O evento online Elicit Talks, que também contou com uma coletiva de imprensa virtual, teve as participações de Felipe Sulzbach, VP da Elicit Plant, Karol Czelusniak, Market Development Manager, Mayra Juline Gonçalves, CEO da Plant Colab, e Bruno Quadros, diretor executivo da SIA Brasil, Serviço de Inteligência em Agronegócios. Na oportunidade, os dirigentes falaram sobre os investimentos da empresa no país e seu portfólio.


O primeiro a fazer uso da palavra foi Bruno Quadros, diretor executivo da SIA Brasil, Serviço de Inteligência em Agronegócios. Parceiro da Elicit Plant no país, Quadros destacou que o uso de bioinsumos no Brasil vem crescendo, principalmente nos últimos anos em que se viu a pressão da sociedade sobre o agronegócio. “Não é de agora, a gente acompanha desde 2020, mas sem dúvida, o uso de bioinsumos se torna exponencial nos últimos anos, a partir de 2015, com a entrada das primeiras empresas no setor e, em 2018 a gente começa a escutar isso da boca do consumidor”, detalhou Bruno Quadros.


Conforme o diretor da SIA, a Elicit Plant se enquadra nesta mudança de cultura numa hora muito importante do consumo do agro. “A cadeia hoje é estruturada sobre químicos e vemos essa adesão aos bioinsumos, que hoje é um mercado que cresce ano a ano mais de 100% e abrange de R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões. Ele ocupa ainda uma fatia muito pequena, mas que aumentou rapidamente e tem uma projeção de crescimento de 250% num mercado de quase R$ 10 bilhões”, explicou. Segundo Quadros, o desafio é enorme de fazer o mercado aprender a usar esses bioinsumos. “O produtor aprendeu com químicos, que atacam o problema quando já está instalado, e os bioinsumos oferecem um trabalho mais preventivo”, explicou.


Na sequência, o VP da Elicit Plant, Felipe Sulzbach, afirmou que o mundo vem sofrendo uma dinâmica climática totalmente diferente com secas extremas, tendo como exemplo o que ocorreu no Sul do Brasil, onde as três últimas safras sofreram intensamente com a estiagem. Conforme Sulzbach, frente a essa necessidade de enfrentar estas questões climáticas, a Elicit Plant entra no mercado brasileiro trazendo tecnologias inovadoras contra estresses abióticos. “Baseada em uma tecnologia totalmente nova, os fitoesteróis que são produzidos naturalmente pelas plantas. A empresa conseguiu mapear a planta, assim como as suas necessidades, e utilizar o melhor fitoesterol”, explicou.


Sulzbach salientou que a Elicit Plant tem a ambição de ter nos próximos anos mais de 300 milhões de hectares tratados em nível global. “É uma empresa de capital francês, porém hoje já está atuando em vários países, ampliando para toda a Europa, mas também estabelecida na Ucrânia, Estados Unidos e Brasil, além da França”, observou, ressaltando as várias parcerias internacionais. Segundo o VP da Elicit Plant, foram investidos na empresa U$ 28 milhões de forma global. “E quando olhamos somente o mercado brasileiro, estamos falando em torno de U$ 1 milhão investidos somente em pesquisas e desenvolvimento no país para atender as demandas climáticas, dar competitividade ao mercado, utilizando as três bases muito fortes da empresa, que são a ciência, tecnologia e inovação”, destacou.


De acordo com Sulzbach, esta nova classe de produtos biológicos vai trazer para o agricultor uma facilidade muito grande de uso com uma redução no impacto ambiental. “Nós temos uma validação dos resultados, não somente em nível global, mas local. E, ao mesmo tempo, trazendo uma nova plataforma que estamos chamando de Eliterra que combina os melhores fitoesteróis para as diferentes plantas, atendendo as necessidades de cada uma”, enfatizou, informando que no Brasil, na última safra, a empresa tem mais de 120 áreas conduzidas em nível de agricultor e mais de 50 ensaios com pesquisadores. Ele finalizou, informando que a rede de distribuição do produto já está sendo estabelecida e estará disponível assim que as safras de soja e milho iniciarem, com preço acessível para o agricultor “frente ao benefício que trará, como aumento na competitividade”.


Mayra Juline Gonçalves, CEO da Plant Colab, destacou, por sua vez, que há um ano atua em parceria com a Elicit Plant. Ela explicou que o fitoesterol é um extrato vegetal que tem a capacidade de conferir proteção à planta frente ao estresse abiótico, como, por exemplo, o hídrico. “Um fitoesterol vai agir na planta fazendo uma modulação a nível estomático, tem capacidade de incrementar o sistema radicular, induzir as defesas naturais da planta”, detalhou. Mayra disse, ainda, que a partir desta ferramenta, o produtor pode ter uma tecnologia aliada ao aumento da produtividade. “Estamos tabulando os dados das lavouras de milho, mas nas de soja já vemos a ação do produto dando resultados em produtividade de quatro a cinco sacas a mais”, adiantou.


Segundo a CEO da Plant Colab, o produtor está à mercê de questões climáticas, como nos últimos três anos no Rio Grande do Sul com a seca. “O produtor possui esta indústria a céu aberto e agora tem a oportunidade de utilizar uma ferramenta que traz incremento à produtividade e tem ainda o benefício ambiental e social atrelado à tecnologia”. Para Mayra, é preciso explorar cada vez mais cultivares para levantar dados e dar ferramentas para o produtor ser mais assertivo na tomada de decisões.


Karol Czelusniak, Market Development Manager, reforçou as parcerias estabelecidas pela Elicit Plant de Norte a Sul do Brasil, “do Rio Grande do Sul ao Maranhão”, com o objetivo de trazer esta nova solução para o mercado com a maior consistência possível. Explicou que assim como no Brasil, a França também tem dificuldades de enfrentar as intempéries climáticas. “Então, a empresa já nasceu dessa necessidade e quer trazer realmente uma solução que agregue no dia a dia do produtor. E no Brasil, estamos no segundo ano de trabalho e notamos que além do benefício direto de ver a lavoura mais resistente com o milho ou a soja suportando mais as condições adversas e produzindo, ocorreu o benefício da produtividade. “O incremento hoje na média dos trabalhos feitos junto ao produtor estão na ordem de 12% a mais de produtividade no milho e em torno de 7% a mais na soja. São resultados que estão em linha com os resultados mundiais. Portanto, nós buscamos hoje trazer um produto inovador e sustentável ambiental e socialmente”, concluiu.

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