Encontro dos professores agrícolas inicia com cobranças por investimentos em escolas
- Nestor Tipa Júnior

- 27 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

O 40º Encontro Estadual de Formação para Professores de Ensino Agrícola foi aberto na noite desta quarta-feira, 26 de novembro, com a presença de autoridades, docentes, diretores de escolas e representantes de entidades ligadas ao setor rural. O evento, promovido pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), ocorre no Hotel Embaixador, em Porto Alegre (RS), e começou com cobranças por mais investimentos e políticas públicas voltadas à qualificação do ensino profissional agrícola no Estado.
No discurso de abertura, o presidente da Agptea, Fritz Roloff, reforçou a necessidade de revisão orçamentária para as escolas agrícolas e mencionou os desafios enfrentados diariamente pelos gestores. “Vocês têm toda razão quando apontam que os orçamentos precisam ser revistos. Entra governo, sai governo, e seguimos lutando pelas mesmas pautas. Alguns dão uma maquiada, outros nem isso. E as escolas continuam chegando com demandas que exigem respostas rápidas e responsáveis”, salientou.
O dirigente destacou que os princípios da entidade permanecem atuais desde sua criação. “Queremos focar numa educação verdadeiramente transformadora. Como associação, queremos honrar os princípios dos pioneiros que fundaram a Agptea. Quando lemos aqueles objetivos, parece que foram escritos para agora, porque aquilo que eles defendiam e buscavam não é muito diferente do que enfrentamos hoje”, comentou.
Roloff também ressaltou a boa relação com a Superintendência da Educação Profissional (Suepro), vinculada à Secretaria Estadual da Educação do Rio Grande do Sul. “O diálogo com a Suepro e o apoio nesta gestão têm sido maravilhosos. Construímos parcerias importantes. Claro, poderíamos avançar muito mais, mas reforço que queremos ser sempre parceiros”, afirmou.
A programação seguiu com a palestra de Edson Mota Prestes, conhecido como professor Edinho, que abordou o papel do educador como ponte que ensina, alimenta e gera vida. Mesclando música, interação com o público e bom humor, falou sobre a identidade e a singularidade do trabalho docente. “Se eu sair da direção, outra pessoa vai entrar. Se outro sair, alguém ocupará o lugar. Os cargos são ocupados. Os móveis se trocam. Mas as pessoas têm o seu tempero, a sua personalidade, o seu sabor. Só elas sabem dar aquilo que fazem”, destacou.





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