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Especialistas debatem características de colheita da noz-pecã em pequenas e grandes propriedades


O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) realizou o segundo programa em seu canal de YouTube nesta terça-feira, 27 de fevereiro, com o objetivo de levar aos sócios e interessados informações relevantes para a cadeia da pecanicultura. Nesta segunda edição do “Segredos da Pecan”, o tema abordado foi “Desafios e Realidades na Colheita da Noz-Pecã”, que contou com a apresentação do associado Lailor Garcia.


Garcia, que também é sócio proprietário da propriedade Quinta da Sete, em Cachoeira do Sul (RS), referiu que a proposta do encontro é mostrar que a colheita é uma das etapas mais importantes no ciclo da Noz-Pecã. Sendo assim, a ideia é aliar conhecimento acadêmico e prático sobre o assunto. Foram convidados para debater, o engenheiro agrônomo e consultor Jaceguay Barros e o advogado e pecanicultor Arlindo Marostica.


Jaceguay Barros detalhou o ciclo da noz-pecã na grande propriedade, tomando como referência a Fazenda Pecanita, de Cachoeira do Sul (RS), considerado o maior pomar da América do Sul, com mais de 40 mil nogueiras de diferentes variedades. Barros lembrou que no início da cultura de noz-pecã no Estado havia poucas informações relativas ao plantio e colheita da fruta, e que por meio de consultas a pesquisas, literatura e troca de experiências práticas de campo, os primeiros resultados começaram a aparecer, assim como a crescente participação em cursos e palestras. “É muito importante o intercâmbio técnico, assim como conhecer outros processos que enriquecem a experiência na cultura da noz-pecã”, avalia.


Com relação à colheita de noz-pecã em uma grande propriedade, Barros apontou uma sequência de etapas. “Primeiro, verificar instalações, máquinas, equipamentos e materiais usados e uma estimativa de colheita para ter um parque de máquinas adequado. Com relação ao maquinário, revisão, regulagem das máquinas para que dêem o melhor”, explicou. Outro ponto referido por Barros: limpeza e desinfestação de galões, armazéns e secadores. E na pré-colheita, em relação ao pomar, planejar o vazio sanitário que envolve a retirada de animais para controlar fezes e também observar a carência dos produtos usados nos pomares como fungicidas, herbicidas, etc. O engenheiro também referiu a manutenção da Irrigação como fundamental para permitir mais enchimento e uma abertura de frutos mais uniforme e também revisar o sistema de drenagem das áreas de pomar e de estradas e fazer, ainda, o nivelamento do solo.


Outra questão levantada por Barros é a mão de obra para a colheita. Neste sentido, colocou como fundamental conhecer a legislação trabalhista quanto aos safristas e providenciar condições exigidas pelo Ministério do Trabalho, como refeitório, transporte, descanso, locação de materiais, etc. “Dimensionar o tamanho da equipe com relação à expectativa de colheita é um planejamento básico. Tudo devidamente relacionado em uma planilha com todas as projeções”, concluiu. Numa grande propriedade, podem ser contratados em torno de 300 safristas.


Já o advogado e pecanicultor Arlindo Marostica relatou sob um olhar prático como é executada a colheita de noz-pecã em uma pequena propriedade. “A colheita é uma tarefa árdua e pode frustrar a produção se não for bem feita”, alertou. O pecanicultor contou que na sua propriedade, no município de Nova Pádua (RS), oito pessoas trabalham na colheita de noz-pecã, sendo um operador de trator, seis que arrastam lonas para evitar o contato da fruta com o solo na queda e um para limpeza. “O clima ajudando, esse número é adequado”, projetou.


Marostica referiu também na pequena propriedade o mesmo cuidado em relação ao afastamento de animais na pré-colheita, o roçado quando necessário e a lubrificação e regulagem das máquinas, tudo feito com boa antecedência. Na pequena propriedade, explicou que o trator “abraça” a nogueira e as nozes caem nas lonas sem contato com o solo para evitar que o trator “pise” nelas. “Os frutos são guardados em ambiente seco e fresco com uso de desumidificador, o que evita o mofo”, explicou. Para Marostica, a maior dificuldade na colheita é o solo acidentado e o clima, principalmente a chuva.

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