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Estudantes expõem projetos que envolvem tecnologia e sustentabilidade


Um cultivo experimental de morangos para medir o quanto a polinização das abelhas incrementa a qualidade dos frutos. Árvores de uma reserva florestal urbana identificadas e catalogadas, com informações disponíveis para todo mundo por meio de um QR Code. Análise do potencial turístico do trabalho artesanal em lã e couro, com identificação das práticas tradicionais.


Esses e muitos outros temas relacionados à rotina no campo e nas propriedades instigaram alunos e professores das escolas técnicas agrícolas do Estado, originando projetos de pesquisa. Essas iniciativas podem ser conhecidas durante a 46ª Expointer, na 2ª Mostra de Educação Profissional das Escolas Técnicas Agrícolas do Rio Grande do Sul (Meta), promovida pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), em parceria com a Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro).


Ao todo são 21 projetos desenvolvidos em escolas de todos os cantos do Estado, envolvendo variadas áreas voltadas ao agro. Os temas da sustentabilidade e da inovação perpassam todos os projetos. Para o presidente da Agptea, Fritz Roloff, o papel das escolas técnicas agrícolas é ser indutoras das pesquisas que irão melhorar o futuro no campo. “Eles começam esses projetos sendo apenas estudantes e saem sendo cidadãos. É muito bom ver tudo o que são capazes de fazer pelo mundo e pela sociedade”, comemora.


Antes incentivadas pelo governo do Estado, as feiras e mostras de ciências perderam o apoio do poder público há alguns anos. Diante disso, a Agptea decidiu abraçar sozinha a organização e o financiamento dessa mostra, com o objetivo de chamar a atenção do Estado para a importância de valorizar o conhecimento produzido nas escolas técnicas rurais. “A falta de recursos para a educação ameaça projetos fundamentais como esses. O ideal seria o Estado mostrar ao mundo os resultados das pesquisas dos alunos”, salienta Roloff.


Projeto de hotel com cultivo experimental de frutas e oliveiras avança


Além de receber os estudantes para que mostrem suas pesquisas, a Agptea aproveitou a participação na Expointer para anunciar o avanço do Agptea Minas Hotel, projeto localizado em Caçapava do Sul que alia uma operação de hospedagem, já em funcionamento, e uma unidade de formação, com cultivo de oliveiras para a produção de azeite e pomar de frutas nativas com vocação para o processamento em geleias e sucos. A iniciativa, que deve estar em pleno funcionamento em cinco anos, pretende formar estudantes de escolas técnicas e fazer avançar a pesquisa em torno da olivicultura e da fruticultura.


De acordo com o presidente da Agptea, Fritz Roloff, um lagar foi adquirido recentemente para o processamento da futura produção. O projeto foi credenciado no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (SISBI-POV), cujo selo permite a comercialização dos produtos nos mercados nacional e internacional.

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