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Fenasul Expoleite consolida parceria entre Ascribu e universidades gaúchas


Pelo segundo ano consecutivo, os búfalos se farão presentes em Esteio (RS) durante a 17ª Fenasul e 44ª Expoleite, que acontecem entre os dias 17 e 21 de maio. A feira também consolidará parceria entre a Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu) e duas universidades gaúchas com o objetivo de ampliar a produção de estudos científicos sobre a criação da espécie.


Ao todo, 14 animais serão levados ao Parque de Exposições Assis Brasil durante a Fenasul Expoleite. Conforme a presidente da Ascribu, Desireé Möller, oito deles são de sua propriedade. Destes, três serão expostos pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). É que por meio da Ascribu, a criadora cedeu os búfalos para uma temporada na fazenda escola da universidade. Os demais seis, serão levados pelo Grupo de Estudos de Bubalinos (Gebu) da Faculdade de Agronomia da Ufrgs. No ano passado, a parceria entre a entidade de criadores e o Gebu resultou no grupo de estudantes sendo o expositor de um búfalo, o Tomilho, na Expointer, fato inédito até então.


A presidente da Ascribu destaca que as parcerias firmadas são de extrema importância pela pouca quantidade de material científico sobre bubalinos, se comparado aos bovinos. “A gente só vai aumentar este conteúdo com a presença dos búfalos nas universidades. E é importante, também, a presença dos estudantes na feira para conhecerem a realidade do produtor rural”, afirma Desireé Möller.


Professor da Ulbra e diretor do Hospital Veterinário da instituição, Paulo Aguiar, destaca que a importância da participação dos estudantes em feiras e exposições também visa as avaliações zootécnicas dos animais. “Os padrões zootécnicos e a importância deles para fins da criação destes animais, quais são os padrões que as raças exigem para ter um bom desempenho”, diz Aguiar. Segundo ele, com os animais na fazenda escola, os alunos terão contato mais direto com a espécie e seu sistema de criação.


A Ascribu também quer ampliar a divulgação sobre a dupla aptidão da espécie, tanto de carne quanto de leite. Sobre a produção leiteira, Desireé Möller ressalta que o leite de búfala tem a proteína A2A2. “Essa proteína não causa o desconforto gástrico”, ressalta a dirigente, destacando que o mercado gaúcho “está precisando muito de leite de búfala, os quatro locais que ordenham não estão dando conta desta demanda e precisamos buscar em São Paulo para darmos conta do mercado interno”.

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