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Fruticultura e mel ganham destaque em reunião na Secretaria de Desenvolvimento Econômico


O Centro de Formação Profissional Minas do Camaquã, empreendimento da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), localizado em Caçapava do Sul (RS), foi tema de reunião nesta terça-feira, 7 de novembro, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, em Porto Alegre (RS). O presidente da entidade, Fritz Roloff, e o coordenador do Centro, Paulo Benites, fizeram uma apresentação do projeto que tem como foco as olivas, a noz-pecã, as frutas nativas, assim como o mel.


A reunião foi coordenada pelo secretário Adjunto de Desenvolvimento Econômico, Derly Fialho, que afirmou tratar-se de uma sequência do diálogo aberto em outubro passado, durante reunião técnica em Caçapava do Sul. Salientou que o objetivo é dar encaminhamento a uma ideia diferente do convencional, mas que é adequada para criar um novo modo de gerar mais desenvolvimento na região. “Aprendi que conhecimento, informação, pesquisa e tecnologia só têm valor quando indivíduos com atitudes empreendedoras se apropriam delas e as transformam em bens e serviços para melhorar o nosso bem estar”, pontuou.


Roloff destacou que a Agptea quer ser colaboradora da região e que após 50 anos de existência a entidade entende que chegou a hora de partir para uma relação de parcerias. “Nós acreditamos que em primeiro lugar é preciso resgatar conhecimentos empíricos através da fruticultura e propor através da nossa práxis algo que possa fazer diferença para os jovens”, destacou, colocando que neste primeiro momento o objetivo é viabilizar uma parceria com o Estado e o desenvolvimento de um projeto técnico. “Dentro da concepção de buscar conhecimento, que faz parte do Novo Ensino Médio, queremos oferecer, principalmente para as escolas da região, uma formação diferenciada”, observou.


Paulo Benites, por sua vez, informou que um diagnóstico feito na região de Caçapava do Sul chegou à conclusão que existe um déficit de mão de obra especializada em fruticultura em torno de dois mil profissionais. O levantamento foi feito junto com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e a empresa Divinut, referência sul-americana em nozes e nogueiras-pecã, ambos parceiros do Centro de Formação. “Precisamos formar profissionais especialistas neste setor”, enfatizou Benites, salientando que a Agptea quer fazer parte de ações na fruticultura, assim como na certificação do mel.


Participaram também da reunião representantes das Secretarias de Educação e do Trabalho, da Suepro e das prefeituras de Caçapava do Sul e Lavras do Sul. Um novo encontro para dar continuidade às conversações já está sendo agendado.

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