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Governança no campo protege e profissionaliza a empresa familiar


A governança no campo vem crescendo no Brasil mas continua a ser um desafio. Estudo feito em parceria entre a KPMG e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), mostra que quase 10% dos responsáveis pela gestão de grandes fazendas no Brasil ainda não sabem o que é governança, e 15% ainda não reconhecem a importância do tema para o bom andamento dos negócios. Muitos gestores alegam a falta de informações sobre o assunto e a falta de referências adequadas, bem como o medo dos custos e burocracias.


Conforme Marcio Weiler, advogado e sócio da Guapo Consultoria, quando é feita uma referência à Governança na gestão dos negócios dentro de uma propriedade rural, está se falando sobre Governança Corporativa, “que nada mais é que um conjunto de práticas administrativas com o fim de mediar os interesses dos sócios na gestão de uma empresa”. No caso das empresas rurais, salienta que essas técnicas visam profissionalizar a propriedade rural e proteger a empresa familiar.


Weiler explica que ao adotar a governança corporativa, o produtor rural evita o excesso de conflitos entre as diferentes gerações, melhora a comunicação entre os sócios e auxilia o planejamento da sucessão familiar, garantindo assim a longevidade do negócio. “A governança está diretamente ligada à perpetuidade das empresas rurais, quando a adotamos temos maior controle, transparência e direção sobre o negócio e isso aumenta as chances dele ser bem sucedido”, observa.


A sucessão em sentido estrito significa a transferência do patrimônio (bens ou valores) de alguém em consequência da sua morte, ao sucessor. A única indagação feita é qual será o patrimônio transferível e quem serão as pessoas que o receberão. De acordo com Weiler, é possível trabalhar de outra forma, com a sucessão pautada nas práticas da governança corporativa e familiar realizando uma transição programada dos bens e da gestão dos negócios familiares.


O especialista explica que com este método há a escolha e preparação antecipada dos sucessores que passam a assumir as funções da empresa (fazenda) com coerência e motivação. “Existe um acordo societário com o alinhamento das expectativas e possíveis soluções de conflitos, Código de Conduta, política de RH, Conselho de Sócios e Administração (que decidirão as questões mais importantes da empresa), e ainda deve-se firmar o chamado “protocolo familiar”, que é o compromisso dos membros da empresa familiar com a profissionalização do negócio”, salienta.


Marcio Weiler coloca que com o processo da governança corporativa e familiar é possível planejar e organizar toda a sucessão (patrimonial e familiar) traçando uma estratégia multidisciplinar e analisando dentre as possibilidades conferidas pela lei, a que melhor se aplicaria em cada caso concreto. “Assim, tem-se um processo sucessório menos desgastante emocionalmente, mais célere, com mais facilidades no registro e transmissibilidade de bens, com redução de tributos, e eliminação das incertezas que comumente surgem neste momento de transição”, afirma.


A Guapo Sucessão de Negócios Familiares atua há nove anos no mercado do agronegócio brasileiro, em diversos Estados, e busca levar as melhores práticas de governança corporativa ao campo, de forma personalizada e adequada aos empresários que têm características próprias. “Visamos as melhores soluções para a fazenda e a família no intuito de promover a governança em toda a cadeia do agronegócio”, enfatiza Weiler.

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