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Live da Conexão Delta G apresenta mitos e verdades no combate ao carrapato


A Conexão Delta G promoveu, na noite desta terça-feira, 9 de junho, um bate papo virtual sobre carrapatos. O presidente do Conselho Técnico da entidade, Bernardo Pötter, conversou com Octaviano Alves Pereira Neto, médico veterinário e especialista na área. Entre os temas abordados os impactos do carrapato e dos prejuízos que eles causam para os bovinos, pelos métodos de controle, além dos processos de seleção e dúvidas relacionadas ao assunto.


Segundo Pötter, o objetivo foi clarear um pouco as ideias do produtor em relação ao carrapato, desfazendo alguns mitos em relação ao tema. “Buscamos mostrar o problema como realmente ele é, além de falar sobre a resistência aos produtos que virá inevitavelmente em algum momento e que temos que focar cada vez mais na genética de resistência ao carrapato”, afirmou.


Conforme Octaviano, não adianta só selecionar pela questão da resistência, pois alguns parâmetros ligados exclusivamente a este item são negativos para produtividade. O especialista alertou que é preciso fazer uma análise de seleção em cima de diversos indicativos de produtividade e dentro dos pais produtivos selecionar aqueles que tenham alto índice de resistência para o controle do carrapato. “Daqui a pouco selecionamos um animal resistência mas o índice de ganho de peso ou de desmama não é bom”, observou.


Octaviano informou também que algumas raças no Brasil são muito boas em resistência mas tem pouca produtividade. Destacou que a entrada do Braford com a genética zebuína trouxe este benefício de maior adaptabilidade ao estresse térmico e também maior resistência ao carrapato. “As raças europeias não tinham esse conhecimento do carrapato quando oriundas da Grã Bretanha, pois quando falamos em características de seleção falamos em centenas de anos”, declarou.


De acordo com o especialista, estes programas aceleram quando selecionam os animais que tem uma resposta objetiva. “Quando perguntam qual o investimento necessário, particularmente acredito que se tiver que investir no controle é em capacitação de pessoas. Preciso ter profissionais que conheçam carrapato e saibam quando e como fazer as coisas certas. Depois precisamos instalações que comportem este tipo de programa e depois passamos para uma seleção de produtos superiores, mas as pessoas geralmente querem inverter este caminho”, frisou.


Para Octaviano, como o produtor não consegue mexer com o ambiente, precisa trabalhar com raças que são adaptadas com as condições dos trópicos e subtrópicos que temos. “O aquecimento global começou a aquecer áreas que antigamente não tínhamos incidência de carrapatos, como no Uruguai, por exemplo, não de forma constante mas de forma flutuante”, explicou.


O especialista lembrou que universidades e técnicos buscam a capacitação para lutar contra este parasita porque ele traz uma série de prejuízos sobre produtividade mas uma alta mortalidade pela tristeza parasitária. “Um estudo estima que as perdas com o carrapato em bovinos de corte e de leite está em US$ 3,2 bilhões, isso considerando perda de leite e ganho de peso dos animais de corte. Se colocar as mortes, tratamento e mão de obra, passa certamente dos US$ 10 bilhões”, finalizou.

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