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Parte dos produtores não consegue aproveitar alta nas cotações das commodities agrícolas

Atualizado: Out 31


O momento do mercado de grãos e as perspectivas para a safra das principais commodities agrícolas foram tema da live "Mercado de Grãos", do evento virtual Agropauta Web Talks, promovido na noite desta quarta-feira, 28 de outubro, pela AgroEffective Comunicação e Agronegócio. Participaram do debate online os presidentes da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, da Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul (Aprosoja/RS), Décio Teixeira, e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Carlos Joel da Silva.


Os convidados ressaltaram que, mesmo com o momento de preços remuneratórios aos produtores com a alta de cotações dos grãos como a soja, o milho, o trigo e o arroz, poucos estão conseguindo aproveitar os valores pagos pelos produtos. Entre os motivos estão a venda que muitos realizaram antes desta elevação, além de negociações em contratos fixos e futuros. Também uma parcela no Rio Grande do Sul não conseguiu colher devido à estiagem que afetou o Estado.


Para Silva, o atual momento é espetacular na questão dos preços, pois há muitos anos não se via uma elevação dos preços de todos os grãos. "O mercado está aquecido e com boas perspectivas. Ao mesmo tempo temos algumas preocupações. Os nossos produtores ainda não conseguiram pegar esta euforia, pois eles venderam ainda quando os preços não estavam elevados como agora", destacou.


Teixeira lembrou que se alertou que poderia haver uma reação em função da quebra no Rio Grande do Sul e que isto influenciaria no mercado. "O Mato Grosso já vendeu bastante, até a safra de 2022, e isso traria uma certa instabilidade no mercado como trouxe. Vendemos quase toda nossa safra entre R$ 75,00 e R$ 82,00 a saca, outros venderam a R$ 92,00 e outros felizardos conseguiram vender a preços acima de R$ 100,00 e alguns até R$ 137,00. Mas foram muito poucos", ressaltou.


Ja Pires salientou que a precificação é um fator unânime, mas o produtor ainda tem um desafio que é coincidir os bons preços com uma boa colheita. "Tivemos quebra na soja e no milho. E no trigo aumentamos a área em 26% e sofremos com a geada em 22 de agosto, que atacou especialmente o trigo mais do cedo e depois veio a falta de chuva, onde perdemos uma parte por causa disso. Estamos devendo ainda esta equação de produção alta e preços bons", observou


No arroz, Velho explicou que a cultura teve prejuízos nos últimos cinco anos, mas neste ano devido a conjuntura mundial de preços, também em função da pandemia, muitos exportadores tradicionais travaram os embarques para garantir a segurança alimentar. "Este câmbio também, em um patamar de R$ 5,00, gerou uma competitividade para o arroz gaúcho que teve uma exportação bem expressiva. E este mesmo câmbio trouxe uma paridade mais alta em relação ao arroz do mercosul, dificultando a entrada deste produto no mercado brasileiro", pontuou.


Quanto ao preços no futuro, os dirigentes não acreditam em baixa nas cotações na safra, mas enfatizaram que a irrigação deve ser um pilar de investimento dos produtores rurais gaúchos para evitar os problemas gerados com a seca como na safra anterior.


A próxima rodada do Agropauta Web Talks será no dia 04 de novembro com o tema Ensino Agrícola, que vai discutir os desafios dos educadores em temas como a permanência do jovem no campo. Os eventos podem ser acompanhados pelo canal do Youtube da AgroEffective.


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