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Pequenos e médios laticínios gaúchos registram alta durante a pandemia


Após o início de um quadro de apreensão causado pela pandemia do Novo Coronavírus, os pequenos e médios laticínios do Rio Grande do Sul tiveram recuperação ao longo do ano. Um dos principais motivos foi o reforço do auxílio emergencial, que manteve o consumo dos alimentos para a população. A adaptação ao mercado consumidor também fez com que houvesse uma rápida reação do setor.


Conforme o assessor executivo da Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), Osmar Redin, quando a pandemia chegou, ocorreu uma queda nos preços, especialmente dos queijos. "Mas com a mudança de hábito do consumidor e a agilidade das pequenas indústrias em chegar a este consumidor, o mercado começou a absorver este fato e consumir mais produtos lácteos, tanto que tivemos um belo crescimento nestes últimos meses", destaca.


Para Redin, o mercado começa a dar sinais de estabilidade de consumo, com variação entre produtos da cadeia láctea. "Teremos produtos que vão continuar subindo o consumo, outros vão se estabilizar e alguns podem até cair. Estamos vendo que o poder aquisitivo do consumidor está começando a chegar no limite", observa.


O dirigente salienta que o valor do auxílio emergencial ajudou muito na manutenção e crescimento do mercado, já que a alimentação foi o item prioritário na utilização destes recursos. "Neste período o consumidor aplicou na alimentação. Isso significa que é importante estes auxílios sociais possam ter uma qualidade na alimentação", ressalta Redin.

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