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Retirada da TEC para soja e milho pode dar fôlego a produtor de leite gaúcho


Os produtores de leite poderão ter a situação amenizada com a retirada temporária da Tarifa Externa Comum (TEC) para a soja e o milho. A avaliação é do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang. O dirigente diz que entende a posição dos produtores destes grãos, mas que devido à dificuldade dos criadores no Rio Grande do Sul em alimentar o gado, a medida pode dar um fôlego a quem produz leite.


Segundo Tang, os criadores relatam grande dificuldade de alimentar as matrizes, pois os produtores gaúchos enfrentaram uma estiagem histórica e por infelicidade começa no Estado uma nova seca. "Os insumos tornaram-se muito obrigatórios na nossa alimentação e a ração com base no milho e na soja é um produto básico neste momento. Estamos pagando por um quilo de ração balanceada muito mais que um litro de leite", destaca.


Segundo o dirigente, a cadeia leiteira está em um momento crítico onde que, ao mesmo tempo que comemora uma remuneração mais justa, vê o alimento das matrizes como grande obstáculo, pois as reservas de silagem estão ajustadas. "Torna-se inviável a nossa produção, uma vez que a silagem e as pastagens estão muito difíceis em razão das condições climáticas. Assim sendo, ameniza um pouco se pudermos comprar o quilo da ração mais barato ou ao menos que não continue subindo todos os dias", salienta.


O presidente da Gadolando ressalta que os insumos subiram muito mais que a remuneração do leite pago ao produtor, chegando o preço do quilo da ração perto de R$ 2,50. Tang observa também que é o momento de se discutir outros insumos usados na cadeia produtiva, que apresentam custos elevados e muitas vezes inviabilizam a produção de leite.

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