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Trigo forrageiro na alimentação animal é destaque em palestra na casa da Agptea na Expointer


A utilização do trigo forrageiro na nutrição animal foi tema de palestra na Expointer dentro da casa da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O evento realizado na manhã desta quarta-feira, 30 de agosto, dentro da programação da Expointer 2023 contou com uma plateia formada, principalmente, por alunos de escolas agrícolas do Estado.


O palestrante foi Diego Barden dos Santos, engenheiro agrícola da Emater. Ele explicou que 63,3% da produção do gado de leite ou de corte dependem da alimentação e o trigo entrou muito forte nos últimos anos como mais uma alternativa para complementar as dietas dos bovinos. Segundo Santos, a nutrição do gado é muito importante porque a vaca que come mais é a que tem mais carne e que produz mais leite. “Isso não quer dizer que a mais gorda é a que irá produzir mais, porque vaca gorda não come e isso atrapalha a produção, é preciso que a alimentação seja constante”, observou.


Santos salientou que o trigo acaba sendo mais uma ferramenta para melhorar e qualificar a nutrição de ruminantes. “Somente o trigo não é a salvação da lavoura, mas quando é utilizado no contexto geral da dieta dos ruminantes, é possível alcançar excelentes resultados”, revelou.


As culturas de engenho, de maneira geral, mais especificamente o trigo, de acordo com o engenheiro, possuem grande possibilidade de serem usadas em uma área que, no inverno, no Rio Grande do Sul, está sendo pouco utilizada. “Alguns dados da Embrapa mostram que a gente utiliza 13 milhões de hectares de terra no verão para cultivo vegetal e, no inverno, são usados perto de 3 milhões de hectares. Portanto, temos uma fronteira agrícola muito boa para a utilização do trigo no inverno”, finalizou.

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