top of page

Mudanças climáticas desafiam produtores e impulsionam novas estratégias na nogueira-pecã

  • Foto do escritor: Artur Chagas
    Artur Chagas
  • 9 de nov.
  • 2 min de leitura

Painel no ENAPecan reuniu especialistas para discutir causas da queda de frutos, doenças, pragas e estratégias de manejo diante das mudanças climáticas na cultura da noz-pecã (Foto: Rejane Costa/AgroEffective)
Painel no ENAPecan reuniu especialistas para discutir causas da queda de frutos, doenças, pragas e estratégias de manejo diante das mudanças climáticas na cultura da noz-pecã (Foto: Rejane Costa/AgroEffective)

A cadeia da noz-pecã está sendo tema de debate nesta quinta-feira, 6 de novembro, no campus da Ulbra, em Cachoeira do Sul (RS). A programação do segundo Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) teve durante a manhã o Painel “Queda de frutos e redução de produtividade: Causas e Manejo Preventivo”, com moderação do engenheiro agrônomo da Embrapa Clima Temperado, Jair Costa Nachtigal.


A primeira palestra foi sobre “Alternância de produção: Adubação, poda e irrigação“, com o engenheiro agrônomo Mariano Marcó, consultor na Argentina. A ideia da apresentação foi mostrar tecnicamente os fatores que contribuem para um melhor manejo nutricional da pecan. Na sequência, o engenheiro agrícola doutor Tales Poletto, consultor no Brasil, abordou o tema “Doenças que provocam a queda dos frutos em noz-pecã”, ressaltando os agentes que causam essas enfermidades, sintomas e soluções.


Poletto colocou que a queda dos frutos provêm de doenças bióticas, abióticas e injúrias que são provocadas por agentes físicos ou mecânicos. O consultor destacou em especial a questão das mudanças climáticas. “Variação hídrica abrupta, temperaturas extremas e agentes químicos são fatores importantes que impactam de forma significativa o cultivo da nogueira-pecã”, salientou.


Conforme Poletto, diante da nova realidade climática, a fitossanidade requer uma abordagem mais abrangente. “Precisamos desenvolver pesquisas e estratégias de manejo voltadas também às doenças abióticas”, observou. Ele terminou a sua palestra com uma indagação: “Como construiremos pomares para o futuro mais resilientes aos efeitos das mudanças climáticas?”.


O painel encerrou com o engenheiro agrônomo da Embrapa Clima Temperado, doutor Dori Edson Nava, que falou sobre “Pragas que promovem a queda dos frutos em noz-pecã”.

Nava iniciou falando sobre os tipos de insetos que costumam atacar as nogueiras nos pomares. “Para promover medidas de controle é importante conhecer como se dá o processo do ciclo de vida desses insetos”, explicou.


O engenheiro orientou também sobre os critérios que devem ser obedecidos no uso de produtos biológicos para controle de pragas. Por fim, citou algumas orientações para o produtor diminuir o nível populacional da praga. “Entre elas, recolher e destruir os frutos infestados, dar atenção às áreas próximas das matas e de hospedeiros e também para a queda de frutos, além de fazer o uso correto dos produtos fitossanitários”, citou. Nava orientou, ainda, que quando o produtor fizer uma aplicação de produtos recomendados que dê preferência para inseticidas biológicos e, no caso dos produtos químicos, se preocupe em relação à seletividade deles para os inimigos naturais, predadores, parasitóides e polinizadores.


O 2° ENAPecan é uma realização do IBPecan em conjunto com a Prefeitura de Cachoeira do Sul, Emater e Embrapa. Possui o apoio de Pecanita, LM Parceria Rural, Pró-Pecã, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Ulbra e Sebrae.



Comentários


bottom of page