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Audiência Pública vai discutir preço mínimo do arroz


Os critérios adotados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para fixação do preço mínimo do arroz, cujas as metodologias estão sendo contestadas pelas entidades que representam o setor, serão discutidos nesta quinta-feira, 9 de julho, em audiência pública promovida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília. Os produtores questionam os dados da autarquia que chegaram a um valor de R$ 29,68 a saca de 50 quilos.

De acordo com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, a discussão sobre os preços mínimos refletem diretamente no tema dos custos de produção, que aumentaram na última safra e devem crescer no próximo período. Na última Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Tapes (RS), foram apresentados os custos por região, que demonstraram variações de acordo com cada situação. "Com o debate sobre o preço mínimo, podemos chegar à discussão sobre os custos de produção. Estamos tendo altíssimos custos de produção e a renda do produtor tem ficado cada vez menor", explica.

Dornelles reforça que a insistência em relação ao preço mínimo auxilia a criar a uma justificativa técnica para a desoneração não somente do arroz mas também do setor agrícola como um todo. "A Federarroz trabalha o preço mínimo com o objetivo de definir um número condizente com a realidade do setor. Esse é o indicativo de renda para o Ministério da Agricultura de como os custos estão impactando a lavoura", observa.

No mês de março, técnicos da Conab estiveram no Rio Grande do Sul e avaliaram a situação em quatro regiões produtoras. A ideia era que os custos de produção destes levantamentos dessem a base para a definição do novo preço mínimo, mas o valor sugerido pelo órgão ficou aquém da realidade do produtor. Além da Federarroz, a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e o Instituto Riograndense do Arroz (Irga) estarão presentes representando as entidades setoriais gaúchas.

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