ENAPecan inicia com debates sobre inovação e expansão da cadeia da noz-pecã no Brasil
- Rejane Costa

- 9 de nov.
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Começou nesta quinta-feira, 6 de novembro, o II Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) no campus da Ulbra, em Cachoeira do Sul (RS). O objetivo é debater a inovação, sustentabilidade e o potencial da cadeia produtiva da noz-pecã no Brasil. O ENAPecan é o maior encontro nacional dedicado à cultura da noz-pecã e reúne produtores, pesquisadores, técnicos e empresas do setor para troca de experiências e discussões de avanços.
Na abertura do evento, o presidente do IBPecan e Coordenador do ENAPecan, Claiton Wallauer, deu as boas vindas aos participantes. “A ideia do encontro é fazer um ambiente onde possamos falar de indústria, processamento, comércio, enfim, todas as áreas da pecan, para que a atividade cresça cada vez mais”, ressaltou. Wallauer destacou, ainda, que a presença de norte-americanos, mexicanos, argentinos, uruguaios e brasileiros de outros estados neste II ENAPecan mostra a relevância da noz-pecã nacional.
Na sequência, Wallauer palestrou sobre o tema “Conectando Produtores, Indústria e Mercado" dentro do painel Organização Setor, Mercado Interno e Exportação, com moderação do Engenheiro Agrônomo e Coordenador do Pró-Pecã na Secretaria Estadual da Agricultura, Paulo Lipp.
Wallauer iniciou falando sobre o IBPecan, uma célula de formação que visa agregar toda a cadeia da pecan. De acordo com o presidente da entidade, um dos objetivos é oferecer informação de qualidade e realista para que o produtor entenda que, com o investimento, ele pode ter o seu melhor rendimento. “Para isso, foram desenvolvidas muitas áreas técnicas, de turismo e negócios, para atrair cada vez mais o produtor”, ressaltou. Wallauer destacou também como função do IBPecan fomentar a pesquisa, tecnologia e troca de informações por meio da indústria, universidades e demais parceiros para otimizar todo o processo da pecan.
O Brasil, conforme o IBGE, tem um total de 10 mil, 490 hectares de área destinada à plantação de noz-pecã, sendo que 71% desta área está no Rio Grande do Sul. Wallauer ressaltou na palestra a necessidade de se estabelecerem estratégias visando atender também o mercado externo. Por fim, citou os principais motivos para ser sócio do IBPecan que são: conhecimento e informações colaborativas; capacitação e desenvolvimento; parcerias e vantagens exclusivas; apoio técnico e acesso às melhores práticas e conexão e oportunidade de negócio.
Dando continuidade ao painel, o engenheiro agrícola da Embrapa Clima Temperado, doutor Carlos Roberto Martins falou sobre “Pecan 2030: Avanços, inovações e perspectivas para pecanicultura brasileira”. Começou destacando a importância em ter persistência para crescer. Colocou que até em torno de 2015/2016, o setor da pecanicultura esteve sozinho e a partir deste período passou a evoluir. “Hoje temos uma câmara setorial que nos ajuda a discutir os problemas da pecan, temos o retorno da pesquisa, assim como a representatividade dentro de entidades como o Ibpecan”, destacou, salientando, ainda, os 31 artigos comerciais que existem atualmente e “ajudam ao produtor, técnicos e também os consumidores”.
Martins lembrou da primeira abertura da colheita da pecan em Anta Gorda e que agora já está na sétima. “Isto se deve às mobilizações da cadeia produtiva”, disse. Ele também citou os eventos do setor que vêm mobilizando produtores de diversos estados, assim como as trocas técnico-científicas com países da América do Sul, como, por exemplo, a Argentina. “Estamos começando a produzir conhecimento, evoluindo em publicações técnicas, como o Pecan 2030 , que é um programa setorial que busca melhorar a genética, a qualidade de mudas, a rastreabilidade e as boas práticas agrícolas para a produção de noz-pecã”, finalizou.
Também palestraram o Engenheiro Florestal, Antonio Carlos de Leite Borba, da Emater/RS, no painel “Diagnóstico da Pecanicultura Gaúcha 2024/2025”, e o Engenheiro Agrônomo do Sebrae, Andre Bordignon, no painel “A Inserção da Noz-Pecã em Roteiros Gastronômicos e Turismo de Experiências”
O 2° ENAPecan é uma realização do IBPecan em conjunto com a Prefeitura de Cachoeira do Sul, Emater e Embrapa. Possui o apoio de Pecanita, LM Parceria Rural, Pró-Pecã, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Ulbra e Sebrae.





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