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Estudos indicam ganhos de até 17 sacas por hectare em milho-verão e cerca de 5 sacas na soja

  • Foto do escritor: Ieda Risco
    Ieda Risco
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Levantamentos feitos pela equipe da Elicit Plant mostram que tecnologias contra estresses abióticos ganham espaço na transição das safras no Brasil (Foto: Elicit Plant/Divulgação)
Levantamentos feitos pela equipe da Elicit Plant mostram que tecnologias contra estresses abióticos ganham espaço na transição das safras no Brasil (Foto: Elicit Plant/Divulgação)

Março concentra etapas decisivas do calendário agrícola brasileiro, com avanço da colheita de soja e milho-verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. O período tem sido marcado por variações climáticas e ocorrência simultânea de estresses abióticos, como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação, fatores que impactam diretamente o desempenho das lavouras. Nesse contexto, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas ganham espaço no manejo.


No milho-verão, a colheita avança no Centro-Sul e já alcança 55,7% da área, com destaque para o Rio Grande do Sul (84,5%), Santa Catarina (78,2%) e Paraná (69,7%). Nessas regiões, as lavouras enfrentaram ondas de calor, irregularidade de chuvas e variações de luminosidade ao longo do ciclo. Avaliações realizadas nas últimas semanas por equipes da Elicit Plant apontam incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare em áreas submetidas a múltiplos estresses.


Na soja, a colheita atinge 61% da área nacional, em ritmo mais lento que o observado nos últimos anos. No Sul, o déficit hídrico combinado ao calor reduziu o potencial produtivo. Já no Norte e Nordeste, o excesso de chuvas dificultou as operações e comprometeu a qualidade dos grãos. Mesmo nesse cenário, levantamentos de campo da Elicit Plant indicam ganho médio de cerca de 5 sacas por hectare nas áreas acompanhadas.


O plantio do milho safrinha também avança e já chega a 85,5% da área, acima da média dos últimos cinco anos. Mato Grosso lidera o ritmo, com 99,3% da área semeada, seguido por Tocantins (98%) e Maranhão (95%). Em parte do Paraná, a baixa umidade do solo limita o desenvolvimento inicial, enquanto o excesso de chuvas provocou interrupções em Mato Grosso do Sul e Tocantins. O atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, amplia a exposição ao risco climático na segunda safra.


As estimativas de produção reforçam o ambiente de atenção. Para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta 176,1 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima 178 milhões. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, frente aos 131 milhões indicados pelo USDA.


Com a evolução das safras de verão, produtores do Sul iniciam o planejamento do trigo, ainda sob efeitos residuais de estiagem e excesso de chuvas. Nesse cenário, decisões de manejo tendem a influenciar diretamente o potencial produtivo da próxima temporada.


Para o responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o momento reforça a necessidade de estratégias que ampliem a resiliência das plantas em condições adversas. “O cenário desta safra evidencia que os estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo uma resposta mais consistente das lavouras”, afirma. Segundo ele, os resultados observados em campo indicam a capacidade das tecnologias em atuar em diferentes ambientes produtivos.


Os incrementos registrados em soja e milho mostram que é possível manter desempenho mesmo diante de limitações climáticas relevantes, segundo Sulzbach. Ele destaca ainda que o uso dessas soluções tende a se consolidar como parte do manejo. “A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve ganhar espaço à medida que o produtor busca mais previsibilidade produtiva”, conclui.



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