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Arco promove atualização de comparsas certificadas e reforça controle de qualidade da lã

  • Foto do escritor: Ieda Risco
    Ieda Risco
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Treinamento reuniu equipes credenciadas pela entidade e destacou rastreabilidade, auditoria permanente e necessidade de ampliar mão de obra especializada (Foto: Arco/Divulgação)
Treinamento reuniu equipes credenciadas pela entidade e destacou rastreabilidade, auditoria permanente e necessidade de ampliar mão de obra especializada (Foto: Arco/Divulgação)

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) realizou uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha. Comparsas são grupos de esquilladores que atuam na esquilla de ovinos. A atividade reuniu equipes responsáveis pela classificação e certificação da produção e teve como foco a padronização de procedimentos, o reforço dos protocolos de qualidade e a capacitação contínua dos profissionais envolvidos no processo.


O treinamento contou com a participação do técnico Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação de lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Segundo o responsável pelo programa de certificação da lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor levou em consideração a trajetória e a experiência acumulada na atividade. “Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, afirmou.


Muñoz destacou que o sistema de certificação adotado pela entidade mantém acompanhamento permanente das comparsas credenciadas. Atualmente, 13 equipes estão autorizadas a utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica do cumprimento dos protocolos estabelecidos pela Arco. “Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, explicou o gestor ao destacar que cada lote certificado é identificado, permitindo rastreabilidade e avaliação contínua da qualidade do serviço prestado.


O retorno dos compradores de lã é apontado como um dos principais instrumentos de controle do sistema. Conforme Muñoz, o desempenho das comparsas é acompanhado desde a origem até o destino final da produção. “Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou.


Além da parte técnica de classificação e certificação, o treinamento abordou o preenchimento dos romanês, documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade até o destino final. O conteúdo buscou reforçar a importância da correta emissão das informações para garantir rastreabilidade e segurança comercial.


A atividade também evidenciou a necessidade de ampliar o número de profissionais capacitados em algumas regiões do Estado. De acordo com Muñoz, áreas como a região das Missões apresentam demanda crescente por mão de obra especializada em certificação de lã. “Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou, destacando que cursos vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para formação de novos profissionais.


O encontro contou ainda com a presença de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanham o programa de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul. Para Muñoz, a participação reforça o reconhecimento internacional do trabalho realizado. “As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, concluiu.


O instrutor da atualização, Daniel Duarte, pontuou que os participantes tiraram suas dúvidas quanto a deixar o velo limpo de acordo com as exigências da indústria. “Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, afirmou.



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