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Assados de carcaça de búfalo são ferramentas de divulgação do setor


Durante a Expointer 2023, a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), reconduziu sua diretoria para mais dois anos de gestão. A criadora Desireé Möller, primeira mulher a presidir a entidade, segue à frente, com o objetivo de divulgar a carne e o leite de búfalo para o mercado consumidor.


Conforme a dirigente, os dois primeiros anos serviram de aprendizado sobre as necessidades do búfalo. “Todas as ações que nós tivemos de assar as carcaças inteiras, que em 2022 foi uma, em 2023 já foram cinco, nos dão um retorno muito importante da procura da carne de búfalo”, conta a produtora. Desireé relata que a carcaça assada durante a Expointer, quando a entidade celebrou seus 45 anos, chamou muito a atenção e a entidade foi contatada para participar de novos eventos.


Divulgar a carne por meio deste tipo de evento gastronômico seguirá como sendo uma das ações da gestão 2023/2025 da Ascribu. “Embora o valor pago na carne hoje seja vergonhoso, vamos dizer que caiu em torno de 50% para o produtor rural, em alguns frigoríficos tem pago mais no búfalo do que no bovino. Eles sabem que uma carcaça bem terminada pode ser superior em qualidade que a do bovino”, destaca a presidente da entidade.


Já no que se refere à produção leiteira, Desireé garante que o queijo de búfala conseguiu virar a chave e comunicar suas propriedades e sabor ao consumidor. “Na prateleira do mercado a gente encontra queijos de búfalo do Brasil inteiro e o nosso laticínio gaúcho está sempre presente”, afirma. Ela também comenta que o Rio Grande do Sul é mais voltado para a pecuária de corte do que a leiteira, mas que se dobrasse ou triplicasse a produção leiteira gaúcha, teriam mercado. Já sobre o preço pago pelo litro do leite, a gestora ressalta que “apesar do cenário catastrófico que está a carne e também o leite, pagando R$ 2,17 o litro, o leite de búfala se mantém estável a R$ 4 o litro. “E este é um trabalho desta gestão com pessoas realmente empenhadas em divulgar o setor”, avalia.


Ainda sobre o trabalho de divulgar a produção do criador de búfalos gaúcho, Desireé repetiu uma frase de seu vice, Raphael Gonçalves: “não adianta criar bem da porteira pra dentro, quando não se faz o trabalho da porteira pra fora”. Concluiu dizendo que por mais que não se consiga mexer no valor pago ao produtor, estão conseguindo fazer essa carne e esse leite serem vistos e valorizados.

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