Integrar aluno, família e orientação escolar reduz risco de evasão escolar
- Ieda Risco

- há 56 minutos
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A última palestra do 40º Encontro Estadual de Formação para Professores de Ensino Agrícola, organizado pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos do Ensino Agrícola (Agptea), ficou a cargo da Superintendência da Educação Profissional, (Suepro) da Secretaria Estadual da Educação, onde a superintendente adjunta Raquel Padilha, discorreu sobre a política de proteção à trajetória do estudante. O mediador, professor Ayrton Ávila da Cruz, vice-presidente de Assuntos Agropecuários da Agptea, provocou a palestrante, pedindo que ela respondesse sobre como manter o estudante na escola técnica agrícola.
Raquel disse que o estudante só vai permanecer na escola se tiver sucesso. “O sucesso escolar precisa de muitos fatores para que possa progredir”, disse. “A grande maioria dos alunos que ficam retidos nas suas séries, ao final do segundo trimestre, abandonam a escola. Ninguém está falando que não é para reprovar, mas que a reprovação não é a solução. O aluno sai dos índices de reprovação, para entrar no de abandono”, explicou.
Com base no mapeamento do sucesso dos alunos, com índices de reprovação e abandono, foi criada, de forma preventiva, a Política de Proteção à Trajetória do Estudante. “O aluno começa a dar indício para nós de que algo não funciona como deveria. Assim, a gente precisa de uma atuação integral, olhar o aluno, conversar com a família e tentar entender o que está acontecendo”, indicou. A superintendente adjunta também citou pilares que devem ser observados para buscar alternativas para que o resultado final seja o abandono.
Insuficiência de renda, dificuldades de acesso, baixo sentido de pertencimento ao ambiente escolar e a baixa estima, acessibilidade e questões de saúde, além de eventos climáticos adversos são fatores que afastam os estudantes da escola. Segundo ela, quem vai trazer estes dados e tentar manter este aluno, é o orientador educacional. “O orientador é aquela pessoa que conhece o dia dos alunos, que conhece as fortalezas e, não quero dizer os fracassos, mas tudo que tem na vida dos alunos. Ele conhece todos os alunos, ele conhece muitas vezes as famílias e ele faz essa conversa entre a equipe diretiva, os professores, os alunos”, pontuou.
Também foi apresentado durante a palestra que dos 700 mil alunos dentro da rede de escolas, 46,98 mil deles estão, hoje, em risco de evasão, sendo que 56% possuem plano de ação cadastrado no sistema de proteção. Entre à plateia, a professora Lígia Adriana Zink, de uma escola pertencente à CRE com maior número de alunos em risco de abandono escolar, relatou que a maior parte dos alunos que desistem são do primeiro ano e que alegam que o ensino agrícola não faz parte da sua vocação.





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