top of page

Centro de inovação em olivicultura busca fortalecer produção de azeite no RS

  • Foto do escritor: Artur Chagas
    Artur Chagas
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura
Parceria entre universidades, governo e produtores busca ampliar pesquisas, aumentar produtividade dos olivais e consolidar o estado  como referência nacional em azeites de alta qualidade (Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective)
Parceria entre universidades, governo e produtores busca ampliar pesquisas, aumentar produtividade dos olivais e consolidar o estado como referência nacional em azeites de alta qualidade (Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective)

Após a assinatura de um protocolo para criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul, a expectativa é que a iniciativa comece a funcionar em breve. O Centro é uma parceria do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) com as universidades Federal de Santa Maria (UFSM) Federal de Pelotas (Ufpel) Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Secretaria da Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e produtores ligados ao Ibraoliva.


O documento foi assinado na recente Abertura Oficial da Colheita da Oliva, em Triunfo (RS). Os objetivos declarados incluem aumentar a produtividade dos olivais, adaptar cultivares ao clima gaúcho, melhorar qualidade e certificação dos azeites, formar especialistas e integrar pesquisa universitária com produtores.


O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, defendeu o fortalecimento dos investimentos em pesquisa como caminho para consolidar a produção brasileira de azeite de oliva. O dirigente reiterou que o setor precisa ampliar o conhecimento técnico para garantir regularidade e crescimento da produção nacional. “Temos o melhor azeite do mundo, mas nos falta fruta quando o clima não ajuda. Precisamos voltar para dentro da porteira e investir fortemente em pesquisa para entender o que fizemos de certo e o que ainda precisamos corrigir para termos estabilidade produtiva”, enfatizou. Obino acrescentou que a olivicultura brasileira vive um momento de expansão, mas enfrenta desafios climáticos e produtivos que exigem maior apoio técnico e científico.


Já o diretor da Agência de Inovação (Inova) da UFCSPA, Hélio Leães Hey, afirma tratar-se de uma iniciativa estratégica entre universidades, governo e setor produtivo para fortalecer a cadeia da oliva que já coloca o Rio Grande do Sul como referência nacional na produção de azeite de oliva de alta qualidade. “A proposta deste centro é criar um ambiente permanente de cooperação capaz de conectar o conhecimento científico gerado nas universidades com as demandas reais do campo e também da indústria da olivicultura gaúcha”, define.


Hey ressalta que a idéia é que o Centro atue no desenvolvimento de pesquisas aplicadas na transferência de tecnologia também na qualificação de produtores e principalmente na geração de soluções inovadoras capazes de ampliar a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade da produção dos azeites e derivados. “Entendemos que a participação das universidades é fundamental, porque é a partir da ciência que vamos conseguir transformar os desafios existentes na cadeia em oportunidades, e com isso gerando conhecimento, inovação e desenvolvimento econômico”, conclui.



Comentários


bottom of page