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Cruzamento de raças leiteiras com Canchim ganha selo para identificação no mercado

  • Foto do escritor: Ieda Risco
    Ieda Risco
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Canchim On Dairy adota critérios genéticos da avaliação do Promebo na seleção de animais considerando características como desempenho e eficiência (Crédito Maury Dorta/Divulgação)
Canchim On Dairy adota critérios genéticos da avaliação do Promebo na seleção de animais considerando características como desempenho e eficiência (Crédito Maury Dorta/Divulgação)

O selo Canchim On Dairy passa a identificar animais que atendem a critérios genéticos definidos a partir da avaliação do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC). A classificação considera características diretamente ligadas ao desempenho produtivo e à eficiência dos sistemas de produção.


Para obter o selo, os animais precisam apresentar desempenho genético superior em indicadores avaliados pelo programa. Entre os critérios estão ganho ao nascimento e área de olho de lombo com percentil igual ou inferior a 40, além de ganho de peso do nascimento à desmama e da desmama ao sobreano com percentil de até 50. Também são considerados a conformação ao sobreano, com percentil de até 30, e o tamanho ao sobreano, com variação entre 30 e 50.


Esses parâmetros permitem identificar indivíduos com equilíbrio entre crescimento, composição de carcaça e funcionalidade produtiva, servindo como base para a tomada de decisão em sistemas que integram pecuária de corte e leite. A proposta do selo surge a partir da ampliação do uso da raça Canchim em cruzamentos com vacas leiteiras, com foco em agregar valor à produção e ampliar possibilidades de mercado.


Segundo a presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Criadores de Canchim (ABCCAN), Cíntia Marcondes, a iniciativa foi construída a partir da observação de campo e da interação com produtores. “A ideia do selo para o Canchim veio de uma apresentação que eu fiz em Carangola, Minas Gerais, em julho de 2024, que é uma região muito ligada à pecuária, com alguma coisa de pecuária de corte. Eles usam muito raças zebuínas mesmo, Tabapuã, Guzerá e Nelore”, conta.


A estruturação do selo avançou com base em experiências práticas em propriedades leiteiras e também a partir da observação de iniciativas adotadas no exterior. Cíntia afirma que dois terços da carne considerada prime nos Estados Unidos advém do cruzamento de Angus com vacas holandesas. Ela complementa dizendo que Isso abre uma possibilidade de mercado para a raça Canchim, atendendo principalmente as bacias leiteiras da região central do Brasil, focando nas características também de adaptabilidade do animal proveniente do cruzamento com o Canchim.


Conforme o coordenador do Promebo, Laerte Rochel, a utilização desses critérios facilita a identificação de animais com maior potencial produtivo no dia a dia das propriedades. “É mais fácil visualizar do que ver apenas um número. Claro, que se as centrais também tem um apego comercial para os touros, para cruzamento com gado holandês, gado Jersey, enfim, para entrar em outro mercado que a pecuária de corte agora vem trabalhando”, afirma.


Atualmente, o projeto está presente em 20 propriedades da região de Carangola que utilizam sêmen ou trabalham com empréstimo de tourinhos para viabilizar os cruzamentos.



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