Elicit Plant realiza tour técnico em MT para avaliar manejo e eficiência de produtos no algodão
- Nestor Tipa Júnior

- há 1 hora
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A Elicit Plant realizou, na última semana, um circuito técnico em quatro municípios produtores de algodão de Mato Grosso para avaliar, em condições de campo, dose e momento de aplicação de seus produtos. O trabalho analisou a resposta das plantas ao déficit hídrico, às altas temperaturas e às oscilações térmicas, além da compatibilidade com manejos já utilizados nas lavouras.
Os ensaios foram acompanhados em Sorriso, Sapezal, Campo Verde e Primavera do Leste. As áreas são conduzidas pela J&A Consultoria, Fundação MT, Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA-MT) e Ceres Consultoria Agronômica, o que permitiu observar o comportamento das plantas em diferentes ambientes produtivos.
Segundo o responsável pela Elicit Plant Brasil, Felipe Sulzbach, o objetivo foi reunir informações para definir recomendações específicas para a cultura. “Precisamos entender com precisão onde a tecnologia apresenta a melhor resposta, qual é a dose adequada e em que momento a aplicação deve ser realizada. No algodão, ajustes de posicionamento podem interferir diretamente na arquitetura da planta e na capacidade de atravessar períodos de estresse”, afirmou.
Na região de Sorriso, a equipe acompanhou os ensaios da J&A Consultoria e avaliou a estrutura das plantas, as respostas fisiológicas e o comportamento sob diferentes manejos. Em Sapezal, a visita à Fundação MT concentrou-se na comparação dos tratamentos e na geração de dados para sustentar as futuras recomendações.
Em Campo Verde, os testes do IMA-MT ampliaram a análise em condições locais de produção. O roteiro terminou em Primavera do Leste, nas áreas conduzidas pela Ceres Consultoria Agronômica, completando a avaliação em quatro ambientes do principal estado produtor de algodão do país.
Os resultados finais dependerão das colheitas previstas para os próximos 30 a 60 dias. Sulzbach observou que os sinais encontrados no campo ainda são preliminares. “Já identificamos maior equilíbrio vegetativo, arquitetura de planta mais ajustada e indícios de melhor tolerância ao estresse, mas a conclusão precisa vir acompanhada dos dados de colheita. Essa etapa mostrará o efeito sobre o desempenho produtivo”, explicou.
As avaliações também indicaram compatibilidade das aplicações em mistura de tanque, ausência de fitotoxicidade e nenhuma interferência negativa quando os produtos foram utilizados com reguladores de crescimento. Esses pontos serão considerados na definição do manejo, pois determinam se a aplicação pode ser incorporada à rotina operacional das propriedades.
A ampliação dos testes ocorre em meio à preocupação dos produtores com eventos climáticos extremos e seus efeitos sobre as lavouras. “O agricultor precisa de ferramentas que ajudem a preservar o potencial da cultura quando enfrenta falta de água, calor excessivo ou oscilações bruscas de temperatura. O trabalho de campo permite transformar essas observações em uma recomendação prática e segura”, destacou Sulzbach.
Após a colheita, a Elicit Plant deve consolidar os dados obtidos nos quatro municípios e comparar os tratamentos avaliados. As informações serão utilizadas para ajustar dose, momento de aplicação e orientação técnica dos produtos para a cultura do algodão.






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