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Agricultura digital amplia eficiência no campo e acelera transformação da produção brasileira

  • Foto do escritor: Ieda Risco
    Ieda Risco
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura
Especialistas mostram evolução do setor, da amostragem de solo às torres de gestão, drones, robôs e aeronaves autônomas para manejo das lavouras (Foto: Retratte Fotografia/Divulgação)
Especialistas mostram evolução do setor, da amostragem de solo às torres de gestão, drones, robôs e aeronaves autônomas para manejo das lavouras (Foto: Retratte Fotografia/Divulgação)

Na tarde desta quarta-feira (15), terceiro dia do 11º Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP) e da 17ª International Conference on Precision Agriculture (ICPA), no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS), aconteceu o painel "Cenário atual da prestação de serviços em Agricultura de Precisão no Brasil". Participou o presidente da Associação Brasileira dos Prestadores de Serviço de Agricultura de Precisão (ABPSAP), engenheiro agrônomo e consultor de Agricultura de Precisão Fernando Martins.


O dirigente iniciou falando da trajetória da agricultura de precisão. No cenário brasileiro, os primeiros registros acadêmicos surgiram em meados da década de 1990. A partir de então, houve um crescimento expressivo no volume de publicações científicas, conforme evidenciado por levantamento que ilustra a expansão do interesse técnico-científico nas duas últimas décadas. "Esse movimento foi fundamental para o surgimento da ABPSAP", destacou.


Em 2015, consolidou-se a fundação da ABPSAP, fruto da união de diversas empresas do setor. "Atualmente, a associação conta com cerca de 130 membros associados, um número dinâmico que reflete a constante evolução e a vitalidade do mercado de agricultura de precisão no Brasil", referiu.


Martins descreveu que, primeiramente, a agricultura de precisão é um sistema de gerenciamento agrícola fundamentado na variação espacial e temporal da unidade produtiva. O objetivo central é o aumento do retorno econômico. "Não se trata apenas de economizar recursos ou ampliar a escala produtiva, mas de otimizar a rentabilidade. O cenário ideal é a convergência entre a redução de custos e o incremento da produtividade", apontou.


O dirigente destacou ainda ser imprescindível enfatizar a sustentabilidade e a minimização dos impactos ambientais. "Devemos considerar que a agricultura moderna faz uso intensivo de fontes não renováveis, tornando o manejo consciente desses recursos um imperativo ético e operacional para o setor", concluiu.


A segunda palestra da tarde foi o painel “Evolução e potencial da agricultura digital: a experiência da SLC Agrícola. O CEO da SLC, Aurélio Pavinato, afirmou que a agricultura digital vai permitir um manejo cada vez mais qualificado da lavoura. A manifestação pode resumir os objetivos de sua palestra, que começou com uma linha do tempo demonstrando a evolução da agricultura de precisão na empresa, iniciando em 2002 com amostragem de solo e taxa variável.


O gestor relatou que a SLC opera 26 fazendas, em 8 estados, plantando e colhendo 830 mil hectares. “Deste total, quase 100% das áreas já receberam ajuste com uso de taxa variável”, detalhou.


Da agricultura 1.0 no Brasil, sem mecanização, até os anos atuais, com a 5.0, Pavinato relatou os avanços tecnológicos e destacou que, em 2011, a SLC desenvolveu o primeiro mapa de produtividade para uma lavoura de algodão. Nos anos seguintes, a empresa reforçou o time de agricultura digital. “Hoje são 70 funcionários e em cada fazenda são dois prestando assistência e coletando dados”, contou. Além disso, para aprimorar a coleta de informações, instalaram 4G em todas as propriedades aumentando a conectividade.


Ao chegar na geração 5.0, Pavinato destacou que o foco é inteligência artificial, a autonomia das máquinas, dos robôs e assim por diante. “Em 2021 e 2022 começamos a trabalhar com o mapeamento de ervas daninhas com drones e fazer a aplicação com base em imagens”, disse. O empresário também apresentou o uso de uma aeronave autônoma elétrica de pulverização que pode voar à noite, e de robôs que percorrem a lavoura coletando dados. “Este avião nos permite pulverizar a lavoura mesmo quando há muita umidade devido a chuvas, quando o pulverizador não pode entrar no campo. Já temos três”, disse.


O projeto recente da SLC quanto à agricultura digital está na instalação de torres de gestão na sede da empresa em Porto Alegre (RS). “Já temos 13 rodando e outras 13 em fase de instalação. “Trata-se de um time de suporte acompanhando a alteração de cada máquina, checando a qualidade”, explicou.

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