Escolas agrícolas buscam parcerias para financiar projetos pedagógicos no RS
- Rejane Costa

- há 1 hora
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A audiência pública sobre “O futuro do Ensino Técnico no Rio Grande do Sul”, realizada nesta segunda-feira (29) na Assembleia Legislativa, apontou demandas específicas das escolas técnicas agrícolas, especialmente em gestão, recursos humanos e financiamento. O encontro reuniu representantes do setor e contou com a participação do presidente da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), Fritz Roloff.
Segundo o dirigente, o debate ajudou a qualificar as demandas do segmento e a evidenciar as especificidades dessas instituições. “As escolas agrícolas são diferentes. Elas não fecham ao longo do ano, trabalham com laboratórios vivos e exigem uma demanda especial de recursos humanos, especialmente professores qualificados para a área técnica e profissionais de apoio pedagógico”, afirmou.
O dirigente também citou dificuldades enfrentadas pelas unidades de ensino, especialmente na gestão das Unidades Educativas de Produção (UEPs). “Muitas escolas têm grandes dificuldades de gestão justamente pela falta de setores estratégicos”, disse Roloff.
Outro ponto discutido foi a operacionalização de recursos e a ampliação das formas de financiamento. Entre as alternativas debatidas está a viabilização de parcerias público-privadas (PPPs), voltadas a projetos pedagógicos e ao apoio de empresas locais. “Não se trata de transferir a gestão da escola para uma empresa, mas de criar condições para que as próprias instituições busquem parcerias com empresas interessadas em apoiar projetos pedagógicos”, explicou Roloff.
Para o presidente da Agptea, a proposta busca ampliar a participação da comunidade no processo educacional sem concentrar a gestão em um único parceiro. “A ideia não é ter uma única empresa gerenciando tudo, mas permitir que diferentes parceiros contribuam, fortalecendo o vínculo da escola com a comunidade”, acrescentou.
A audiência também contou com representantes de oito escolas técnicas agrícolas, entre elas a Escola Técnica Estadual Visconde de São Leopoldo, Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões, Escola Estadual de Ensino Médio Ildefonso Simões Lopes, de Osório, Escola Estadual Técnica de Agricultura - EETA de Viamão, Colégio Estadual Técnico Agropecuário Dr. Zeno Pereira Luz, de Encruzilhada do Sul, Escola Estadual Técnica Guaramano, de Guarani das Missões, Escola Estadual de Educação Profissional de Carazinho- EEPROCAR de Carazinho e Escola Estadual de Ensino Médio Getúlio Vargas, de Fontoura Xavier.
Também estiveram presentes entidades ligadas ao setor e da Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro). O presidente do Conselho de Diretores das Escolas Técnicas Agrícolas do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Cosmam, ressaltou em sua fala que o Rio Grande do Sul tem um grande desafio ao lembrar que nos países desenvolvidos o percentual de jovens que cursam o ensino técnico chega a mais de 70%. “Aqui no Estado este índice fica entre 11% e 12% e sabemos o quanto as escolas técnicas abrem portas e preparam os jovens para serem empreendedores, protagonistas, independentemente de onde irão atuar”, colocou.
Roloff também defendeu maior estrutura para a Suepro, com ampliação da capacidade de atendimento às escolas. “É fundamental apoiar a estrutura para que tenha maior abrangência em recursos e suporte pedagógico às escolas”, concluiu.





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