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Fenagen abre em Pelotas com genética no centro da produção de terneiros

  • Foto do escritor: Artur Chagas
    Artur Chagas
  • há 6 horas
  • 3 min de leitura
Fórum Promebo na Prática reuniu palestras e demonstrações com 112 terneiras de cinco propriedades na Associação Rural de Pelotas (Foto: Leandro Vieira/Divulgação)
Fórum Promebo na Prática reuniu palestras e demonstrações com 112 terneiras de cinco propriedades na Associação Rural de Pelotas (Foto: Leandro Vieira/Divulgação)

A 3ª Feira Nacional de Genética Promebo (Fenagen) começou nesta quarta-feira (1º), na Associação Rural de Pelotas (RS), com debates sobre o uso da avaliação genética na produção de terneiros. Organizada pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), a feira segue até sábado (4), com julgamentos, palestras, fóruns técnicos, leilões e exposições.


O primeiro dia teve como destaque o 5º Fórum Promebo na Prática, com o tema “Terneiros de Alto Desempenho: O Papel da Genética na Produção”. Na abertura, o presidente da ANC, Joaquin Villegas, defendeu o uso da genética como ferramenta de gestão para aumentar a produtividade e a rentabilidade da pecuária de corte.


Villegas afirmou que a proposta do fórum é aproximar o conhecimento técnico da rotina das propriedades rurais. “O fórum nasce com uma proposta muito clara: mostrar de forma objetiva como a genética avaliada pode sair do papel, dos números e dos sumários, para impactar diretamente a produção dentro das propriedades”, afirmou.


Segundo ele, a produção de terneiros concentra decisões tomadas no planejamento dos acasalamentos, na escolha dos reprodutores, na seleção das matrizes e no manejo dos rebanhos. Villegas disse que a busca por animais de alto desempenho exige informações sobre padronização, rendimento, sanidade, rastreabilidade e previsibilidade, pontos em que o melhoramento genético pode orientar decisões com efeito direto sobre a produtividade e os resultados econômicos.


A programação da manhã reuniu palestras sobre o uso de dados do Promebo em propriedades rurais e sua relação com ganho de peso, qualidade e lucratividade dos rebanhos. Participaram o presidente do Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Lavras do Sul (RS), Jacques Brasil de Souza, o engenheiro agrônomo Ulisses Rodrigues Amaral, da Estância Santa Joana, de Santa Vitória do Palmar (RS), e o produtor Gabriel Melo, da Estância Santa Maria, de Pedras Altas (RS).


A visão do comprador de terneiros para terminação foi apresentada por Luiz Antônio Simões Lopes, de Pelotas (RS). A programação também teve painel sobre mercado de exportação de terneiros e participação do secretário da Agricultura, Márcio Madalena, que tratou da implementação da rastreabilidade bovina.


As atividades da manhã foram encerradas com uma mesa de debates entre os palestrantes e o público. A mediação foi feita pelo coordenador do NESPro/UFRGS, professor Júlio Barcellos.


Na parte prática do fórum, realizada na pista de julgamento Luiz Alberto Fries, foram feitas demonstrações com terneiras. Os painéis trataram de contagem de carrapatos, características de carcaça na progênie de touros pais, uso do Promebo em rebanho comercial, escolha do touro como ferramenta de eficiência e resultados de um processo de 30 anos de coleta de dados em rebanho.


De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo Técnico da ANC, Leandro Hackbarth, a demonstração reuniu 112 terneiras de cinco propriedades, representando diferentes realidades de manejo e produção. Os animais tinham pesos entre 180 e 400 quilos, o que permitiu mostrar como a genética responde a sistemas distintos.


Hackbarth afirmou que o objetivo foi discutir acasalamento e avaliação genética sem estabelecer comparação entre modelos de produção. “O foco do fórum é a genética e o acasalamento. Não estamos discutindo qual sistema de produção é melhor, mas mostrando que cada realidade tem sua importância e que a genética precisa responder a essa diversidade”, afirmou.


Para Hackbarth, a diferença entre os lotes reflete parte da diversidade encontrada na pecuária brasileira. Segundo ele, programas de melhoramento genético precisam atender sistemas variados, seja pelo uso de sêmen, seja pela escolha de touros adaptados às condições das propriedades.


O dirigente também destacou que, embora o evento seja promovido pela ANC e pelo Promebo, o espaço está aberto à participação de outros programas de melhoramento genético e de diferentes raças bovinas. “A proposta é reunir tudo aquilo que está relacionado ao melhoramento genético e à boa pecuária de corte, levando informações que possam ser incorporadas aos sistemas de produção e gerar resultados econômicos para o produtor”, afirmou Hackbarth.


O Fórum “Promebo na Prática” tem patrocínio de Alta Genetics / Progen, Neogen e ABS Pecplan. A 3ª edição da Fenagen tem patrocínio de Banrisul, Sicredi e Senar.



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