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Irrigação evita perdas e ganha espaço na produção de noz-pecã no RS

  • Foto do escritor: Ieda Risco
    Ieda Risco
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Abertura da Colheita da Noz-Pecã, promovida pelo IBPecan em Nova Pádua (RS), reúne produtores e especialistas para discutir manejo e produtividade na cultura (Foto: Arquivo Pessoal)
Abertura da Colheita da Noz-Pecã, promovida pelo IBPecan em Nova Pádua (RS), reúne produtores e especialistas para discutir manejo e produtividade na cultura (Foto: Arquivo Pessoal)

Com a sabedoria de quem é agricultor “desde sempre”, o anfitrião da 8° Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, Arlindo Marostica, contará sua experiência com o resultado do primeiro ano de pomar irrigado. Ele fará parte do Painel Temático que compõe a programação do evento, dia 8 de maio em Nova Pádua (RS), organizado pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).


Apesar da insolação ser necessária para o desenvolvimento da nogueira pecan, a falta de chuvas na fase de enchimento de frutos causa a perda na produtividade e estresse hídrico nas árvores. Este cenário de estiagem chegou ao fim na propriedade de Marostica. Ele lembra que instalou o sistema de irrigação que contou com subsídio de 20% concedido pelo governo do Estado. “Eu diria que se eu não tivesse tido irrigação este ano, eu tinha perdido a colheita”, desabafa.


No painel, que tem também o diretor técnico do IBPecan, Jaceguáy Barros, o ex-presidente da entidade, Eduardo Basso, e o professor da UFSM, Ezequiel Saretta, Marostica e sua esposa Vânia, vão falar sobre os resultados que estão colhendo. “Tem muita gente que pensa que a colheita de uma safra de um ano é feita a partir da primavera, quando as nogueiras começam a brotar. Não é verdade. A safra do ano que vem e, quem sabe até dos dois anos futuros, está desenhada agora e se tiver o pé fortalecido, bem nutrido e com muitos ramilhos, que são os que dão as nozes, eu tenho garantia das safras futuras”, detalha o produtor.


Sobre isso, Marostica pontua que, além de frutos desenvolvidos, a colheita deste ano apresenta menos sujeira das folhas que caíam. “Em anos anteriores, quando não tinha irrigação, ao fazermos a colheita, o que acontecia? Caíam mais folhas do que fruto. Isso era um transtorno em termos de rendimento até da própria colheita, porque ao invés de fazermos a limpeza só das nozes, estávamos fazendo limpeza de folhas. Tínhamos que colher sete caixas de folhas e nozes para dar uma de nozes. Agora, a cada duas caixas praticamente colhidas dá uma caixa de nozes já limpas”, explica.


Arlindo Marostica afirma que já nasceu produtor, em 1955. Aos cinco anos, passou a ajudar os pais que tinham parreiral. Ele chegou a ser seminarista e depois, como concursado do Banco do Brasil, conheceu a esposa Vânia, no Espírito Santo, e fixou residência em Pernambuco. “Mas aquela necessidade latente que estava dentro de mim, de agricultor, nunca desapareceu”, pontua. O retorno foi em 2010. Ele diz que o que está colhendo este ano pertence à primeira fase pomar que está na sua 16° brotação. “Andar pela vida urbana foi o que me permitiu este retorno, pois do contrário, não conseguiria aguardar a produção de pecans, que levam de seis a oito anos, só injetando dinheiro e amor”, desabafa.


E por falar em amor, Marostica conta o segredo para ter o pomar com uma das maiores produtividades do Brasil: conversar com as nogueiras. “Tenho que falar com elas. Eu falo com elas. Mas, quando eu falo com elas, eu falo mesmo, eu abraço. Eu quero dizer que é preciso ter uma interação, dar-se conta como é que está justamente a saúde da árvore. Conversar com ela, perguntar por que ficou amarela e botar um nutriente. É isso que quis dizer quando eu falei que eu sempre fui agricultor.


A Abertura da Colheita da Noz-Pecã é uma promoção do IBPecan, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do programa Pró-Pecan, iniciativa voltada ao fomento da cultura no Estado. O evento também conta com o apoio da Emater e da Embrapa.


Confira a programação completa da 8° Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã


Local: Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus na Comunidade Travessão Bonito - Nova Pádua (RS)


De 8h até 09h30min - Credenciamento e visita aos estandes

Das 9h30min até 10h – Abertura, boas-vindas e notícias e novidades da pecanicultura:

Lançamento simbólico do livro

"Nogueira-pecã: cultivo, benefícios e perspectivas"

Nova edição da Revista Brasil Pecan

Das 10h até 11h - Painel temático com convidados — "Entre o pomar e a colheita: Experiências, desafios e decisões que constroem a safra". Temas: irrigação, manejo e custos de produção.

Das 11h até 11h30min - Cerimônia oficial no local do evento

Das 11h30min até 12h30min - Deslocamento ao pomar e colheita simbólica

Das 12h30min até 14h - Retorno e almoço com programação cultural

Das 14h até 17h - Visitação aos estandes e apresentações comerciais



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