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Mudanças ambientais e mineração entram no debate das escolas agrícolas no RS

Foto do escritor: Nestor Tipa Júnior
Nestor Tipa Júnior
há 1 hora
4 min de leitura
Encontro da Agptea, de 25 a 28 de novembro, terá bioinsumos, visita à ETERRG e atividades técnicas nas Minas do Camaquã, em Caçapava do Sul (RS) (Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective)
Encontro da Agptea, de 25 a 28 de novembro, terá bioinsumos, visita à ETERRG e atividades técnicas nas Minas do Camaquã, em Caçapava do Sul (RS) (Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective)

Os efeitos da mineração sobre os recursos naturais, as mudanças ambientais e a formação dos profissionais que atuarão no campo estarão entre os temas do 41º Encontro Estadual de Professores de Ensino Agrícola, de 25 a 28 de novembro, em Caçapava do Sul (RS). Promovido pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), o encontro também abordará bioinsumos, políticas para a educação profissional e projetos voltados à fruticultura e à agroindústria.


O presidente da Agptea, Fritz Roloff, afirma que a escolha de Caçapava do Sul permite aproximar as discussões pedagógicas de questões presentes na região, especialmente a relação entre mineração, solo e meio ambiente. Segundo ele, as transformações climáticas também exigem que as escolas agrícolas revejam a maneira como esses temas são incorporados à formação dos estudantes. “Para as escolas agrícolas, isso é especialmente relevante, porque precisamos nos adequar a uma nova postura e a uma nova forma de olhar o meio ambiente e o ecossistema. A natureza está exigindo mais observação e cuidado”, afirma Roloff.


A abertura oficial será realizada na noite de 25 de novembro, seguida de palestra com o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Afonso Burmann, sobre inclusão social, dignidade e representatividade. No dia seguinte, a programação terá painel da Superintendência da Educação Profissional do Estado do Rio Grande do Sul (Suepro) e palestra sobre bioinsumos, inovação e formação profissional com Caroline Wesp, professora do Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


A programação de 26 de novembro também prevê visita orientada à ETERRG, escola agrícola de Caçapava do Sul. A atividade permitirá aos participantes conhecer projetos, setores produtivos e práticas adotadas pela instituição na formação dos estudantes.


Outro eixo do encontro será o futuro da educação profissional diante das mudanças na gestão estadual. Roloff explica que a Agptea pretende buscar a participação de um representante da nova equipe responsável pela educação no Rio Grande do Sul para apresentar aos professores as primeiras perspectivas para o próximo período. “Existe uma expectativa sobre quais parâmetros serão adotados e que propostas poderão surgir para a educação. Queremos, se for possível, ter alguém da nova equipe para dar uma primeira visão de como essa área poderá ser conduzida”, comenta.


No dia 27, os participantes seguem para as Minas do Camaquã, onde será realizado o painel “O legado da mineração no Rio Grande do Sul”. A atividade terá Paulo Serpa, gerente nacional da Lavras Gold, Diego Boeira, gerente de projetos da Águia Fertilizantes, e mediação do pesquisador e historiador autodidata José Deni Rodrigues Silveira. A programação inclui ainda uma abordagem sobre pecanicultura e parceria com a Agptea, apresentada por Edson Ortiz, da Divinut, além de visita às instalações da localidade.


A passagem pelas Minas do Camaquã também permitirá conhecer uma propriedade da Agptea onde a entidade pretende desenvolver um centro de formação de jovens e adultos. Roloff explica que o projeto deverá trabalhar principalmente com fruticultura e agroindústria, incluindo cultivo de noz-pecã e oliveiras. “Pretendemos que essa área seja um laboratório complementar ao trabalho desenvolvido pelas escolas. Ainda temos etapas de legalização a cumprir, mas estamos avançando passo a passo para estruturar o projeto”, relata.


O 41º Encontro Estadual de Professores de Ensino Agrícola termina em 28 de novembro, com visitações e retorno das delegações. A programação está sujeita a alterações e mais informações podem ser obtidas no site da Agptea, em www.agptea.org.br, ou pelo telefone (51) 3225-5748.


Confira a programação


25 de novembro de 2026 (Quarta-feira)


14h às 18h — Recepção e hospedagem das Delegações

17h — Reunião do Conselho de Diretores das Escolas Agrícolas

19h — Ato de Abertura oficial

20h — Palestra: Inclusão Social com dignidade e representatividade (Dr. Paulo Afonso Burmann – Ex-Reitor da UFSM)

21h30min — Jantar


26 de novembro de 2026 (Quinta-feira)


08h30min — Painel: SUEPRO

10h15min — Coffee

10h30min — Palestra: Bioinsumos, inovação e a formação do novo profissional da agricultura (Dra. Caroline Wesp, professora no Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Agronomia da UFRGS – mediador Me. Ayrton Ávila da Cruz).

11h30min — Momento Educredi

12h30 min — Almoço

13h30 min — Deslocamento para a ETERRG (Equipe ETERRG - Projetos com visita orientada na Escola Agrícola)

16h30 min — Coffee

20h — Jantar


27 de novembro de 2026 (Sexta-feira)


8h30min — Saída (de ônibus) para Minas do Camaquã

10h — Painel: O legado da mineração no Rio Grande Do Sul (Paulo Serpa – Gerente Nacional da Lavras Gold & Diego Boeira - Gerente de projetos da Águia Fertilizantes Mediador José Deni Rodrigues Silveira – Pesquisador e Historiador Autodidata das Minas do Camaquã)

12h15min — Almoço (no CTG de Minas do Camaquã)

13h30min – Pecanicultura e parceria com Agptea (Edson Ortiz - Divinut)

14h15min — Visitação nas instalações e roteiro na localidade

16h30min — Visitação e Coffee no hotel da Agptea em Minas do Camaquã

18h — Retorno ao hotel da hospedagem

21h — Jantar – baile



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