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Ovinocultura cobra plano de controle da scrapie para certificar propriedades e acessar mercados

Foto do escritor: Ieda Risco
Ieda Risco
há 11 minutos
2 min de leitura
A pauta apresentada na Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos inclui uma minuta de portaria e a definição de procedimentos sanitários que os criadores deverão cumprir para obter a certificação (Foto: Robispierre Giuliani/Divulgação)
A pauta apresentada na Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos inclui uma minuta de portaria e a definição de procedimentos sanitários que os criadores deverão cumprir para obter a certificação (Foto: Robispierre Giuliani/Divulgação)

A cadeia de ovinos e caprinos cobra do Ministério da Agricultura a definição de um plano sanitário nacional para controle da scrapie, doença que afeta as duas espécies e que, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), restringe oportunidades de exportação. O tema esteve em discussão na 79ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos.


Também conhecida como paraplexia enzoótica dos ovinos, a scrapie é uma doença neurodegenerativa transmissível e fatal que atinge ovinos e caprinos. A reunião incluiu a análise de uma minuta de portaria para certificação de propriedades livres da doença, em discussão no grupo de trabalho que reúne representantes do setor público e privado.


Para o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos e da Arco, Edemundo Gressler, a ausência de um programa nacional de controle dificulta a comprovação das condições sanitárias necessárias para negociar animais, material genético e produtos de origem ovina e caprina em mercados externos. “A montagem do plano sanitário específico para controle de scrapie é a nossa grande demanda no momento”, afirma.


A definição do programa precisa estabelecer os procedimentos operacionais e as exigências para que os criadores possam aderir à certificação. Gressler diz que ainda é necessário esclarecer quais serão os primeiros passos dos produtores e quais medidas sanitárias deverão cumprir, incluindo a possibilidade de coleta de amostras dos animais.


Uma das alternativas discutidas é organizar o controle por compartimentos estaduais, vinculados ao programa federal. Segundo Gressler, a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul já trabalha na avaliação dessa possibilidade, que dependeria da coordenação do Ministério da Agricultura.


O tempo necessário para demonstrar o controle sanitário é um dos motivos da cobrança da entidade. De acordo com Gressler, o processo pode exigir pelo menos sete anos, e a demora na definição do programa posterga o início desse período. “Não dá mais para esperar, porque o setor está cobrando isso”, afirma.


Como próximo passo, a Arco prevê levar a demanda ao ministro da Agricultura em uma reunião que, segundo Gressler, deverá ser buscada em novembro. A entidade quer que o Ministério defina o formato do plano e os procedimentos necessários para que os criadores possam buscar a certificação e disputar oportunidades comerciais no exterior.



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