Hereford e Braford destacam qualidade e funcionalidade no julgamento de rústicos na Expointer


O julgamento de rústicos Hereford e Braford ocorreu nesta quarta-feira (2) como parte da programação da 49ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A feira segue até domingo (6).
A melhor fêmea Polled Hereford PO foi a do lote 25, tatuagem 382, dos expositores Vilson Leston, Jacques R. Leston e Debora Mendonça, das agropecuárias Dom Vitor e Querencia Velha, de Santa Vitória do Palmar (RS). Já a melhor Hereford fêmea PC foi a do lote 26, tatuagem 029, do expositor Eduardo Augusto Pereira de Menezes Filho, da Estância Boa Ventura, de Pinheiro Machado (RS).
A melhor Polled Hereford fêmea PC foi a do lote 36, tatuagem D337, do expositor Lidiomar Rodrigues de Freitas, do Estabelecimento Santo Amaro, de Bagé (RS). Ao final das avaliações, a Suprema Campeã foi a do lote 33, tatuagem E06, do expositor Lidiomar Rodrigues de Freitas, do Estabelecimento Santo Amaro, de Bagé (RS).
Entre os machos rústicos Hereford PO, o melhor touro foi o do lote 38, tatuagem FIV342, do expositor Lucimar Moreira Langendorf, da Agropecuária Langendorf, de São Gabriel (RS). O melhor macho Polled Hereford PO, foi o do lote 51, tatuagem FIV931, do expositor Wylly Haas Filho, das Fazendas Irapuá, de Cachoeira do Sul (RS).
Entre os Hereford macho PC, venceu o lote 56, tatuagem Z28, do expositor Miguel Ricardo Vargas Chuy, do Estabelecimento Don Angélico, de Dom Pedrito (RS). No Polled Hereford macho PC, o primeiro colocado foi o lote 63, tatuagem Z114, do expositor Das Marias Agropecuária Ltda, da Fazenda São Jorge, de Aceguá (RS), que também foi o Supremo Campeão.
Aos 34 anos, o jurado Manuel Gularte Sarmento destacou a responsabilidade de avaliar os exemplares Hereford nas categorias rústicas, de machos e fêmeas. Para ele, atuar na pista da exposição representa um reconhecimento e, ao mesmo tempo, um compromisso diante da importância do evento para a pecuária brasileira e latino-americana. “Jamais imaginaria que, com 34 anos, em 2026, eu estaria aqui julgando nessa pista, sabendo da responsabilidade e do peso que têm julgar uma Expointer em termos de Brasil e de América Latina”, afirmou.
Sarmento também agradeceu a confiança depositada em seu trabalho e explicou os critérios utilizados na avaliação. “Tentei buscar, do início ao fim, desde os animais de argola até os rústicos, o mesmo biotipo de animais, com bastante carne, boa costela, compridos, frente leve, fêmeas femininas e machos com bom caráter masculino”, explicou.
Na raça Braford, a Melhor Fêmea Rústica foi a do lote 113, tatuagem A83, dos expositores Manoel F. Rodrigues e Elio Roque Ottoni, do Estabelecimento Cabanha Santa Camila e Agroottoni, de Santo Antônio das Missões (RS). Já o Melhor Rústico Macho Braford foi o do lote 123, tatuagem FIVB36, do expositor e estabelecimento Cabanha Santa Camila, de Alegrete (RS).
O jurado argentino Gastón Garcia avaliou positivamente a qualidade dos animais Braford rústicos. Segundo ele, o nível do rebanho correspondeu às expectativas e apresentou características importantes para a seleção da raça. “A verdade é que, nos rústicos, pudemos encontrar o que viemos buscar”, afirmou Garcia, ao destacar especialmente a qualidade das fêmeas.
De acordo com o jurado, as fêmeas se sobressaíram pelo equilíbrio e pela funcionalidade. “Nas fêmeas havia um nível realmente muito interessante. Em todas as categorias havia fêmeas muito boas para premiar”, disse.
Entre os machos, o jurado argentino destacou animais de tamanho moderado, com boa musculatura e correção racial. “Quanto aos machos, encontramos machos de tamanho moderado, bem carnudos e corretos. Pudemos encontrar também touros muito interessantes para a raça”, avaliou.
O gerente de operações da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Felipe Medeiros, explicou que a realização de um julgamento de animais na Expointer envolve uma operação que começa horas antes da entrada dos exemplares na pista e se estende até a saída dos animais do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Medeiros ponderou que o trabalho depende de planejamento e da atuação integrada de uma equipe especializada. “É um trabalho feito não por uma pessoa, mas por uma equipe. Não é uma equipe tão robusta, mas muito qualificada e muito dedicada. São horas de trabalho”, afirmou Medeiros.
A primeira etapa ocorre com a chegada dos animais ao parque. Os exemplares passam pelo julgamento de admissão, quando técnicos da raça conferem os dados e avaliam se estão aptos a participar da competição. “Primeiramente, os animais chegam e passam por um julgamento de admissão, onde técnicos da nossa raça avaliam e conferem todos os dados desses animais para que eles possam ser julgados”, explicou Medeiros.
Depois da admissão, a organização segue a ordem de idade prevista no catálogo da exposição. Os animais são conduzidos à pista de acordo com as categorias, permitindo que os jurados façam a seleção dos exemplares até chegar às disputas finais. “Posteriormente, nós fazemos os julgamentos por ordem de idade. O nosso trabalho é justamente organizar a entrada desses animais, conforme o catálogo, que confere essa questão da idade. Assim, vamos conduzindo, tirando os melhores animais e fazendo as premiações até chegarmos ao grande campeonato e ao melhor animal”, disse Medeiros.
O trabalho, no entanto, está longe de terminar quando o julgamento chega ao fim. De acordo com o gerente, a preparação começa antes mesmo da chegada dos expositores e envolve toda a estrutura necessária para garantir o fluxo dos animais. “Quando o pessoal chega aqui, a gente já veio muito antes para organizar ou pré-organizar. Obviamente, temos uma equipe de trabalho também nos ajudando nos bastidores, que não aparece, mas é essencial para a rotina e para a dinâmica do julgamento”, relatou Medeiros.
Após a definição dos campeões, a equipe ainda precisa consolidar os resultados para que as premiações sejam entregues e coordenar a saída dos animais do parque. “Depois, seguimos a contagem dos resultados para que a gente possa entregar as premiações. E também temos que organizar toda a saída dos animais”, concluiu Medeiros.





Comentários