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Volumes comercializados de noz-pecã entram no debate do ENAPecan

Foto do escritor: Ieda Risco
Ieda Risco
há 5 horas
2 min de leitura
Especialistas discutirão preços, safras, mercado interno, exportações e perspectivas para a cadeia durante o primeiro eixo técnico (Foto: Brasil P30/Divulgação)
Especialistas discutirão preços, safras, mercado interno, exportações e perspectivas para a cadeia durante o primeiro eixo técnico (Foto: Brasil P30/Divulgação)

Volumes comercializados, preços e perspectivas de mercado estarão entre os temas do primeiro eixo técnico do III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) 2026, em 12 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS). A discussão sobre comercialização, mercado interno e exportação reunirá especialistas que acompanham a movimentação da noz-pecã em diferentes mercados, com informações que, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Claiton Wallauer, podem servir de referência para decisões de investimento.


Para Wallauer, que será o mediador do primeiro painel da manhã, o acompanhamento dos preços e dos volumes comercializados ajuda o produtor a interpretar o momento da cadeia antes de definir os próximos investimentos. “O preço hoje não quer dizer que seja o preço do dia amanhã, mas ele te dá um direcionamento para tu reforçar os teus investimentos, para você conseguir ter uma previsibilidade de investimento”, afirma o presidente do IBPecan.


A análise também deve abordar o comportamento das safras e a movimentação da produção nos mercados interno e externo. Wallauer considera que o contato com profissionais que acompanham esses fluxos pode oferecer aos participantes um panorama sobre o que está ocorrendo na cadeia e quais são as perspectivas para os próximos períodos.


Ainda pela manhã, o ENAPecan terá apresentações sobre os panoramas da produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. O engenheiro-agrônomo e pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Luiz Antônio Palladini, será o moderador do painel. “Em Santa Catarina, nós temos um grande interesse dos produtores em utilizar a nogueira-pecã como uma diversificação de suas propriedades”, diz.


Ele avalia que como é uma cultura que tem um comércio cada vez mais crescente em todos os canais de distribuição e também com o apelo dos produtores no seu uso in natura ou na culinária, cada vez mais agricultores buscam informações sobre pecanicultura. Em Santa Catarina, a produção está concentrada na sua grande maioria, em pequenas propriedades, em mais de 60 municípios, distribuídos pelo Estado, relata o pesquisador.


O III ENAPecan será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS), com o tema “Produção eficiente, mercado e agregação de valor à noz-pecã”. A programação terá cinco eixos técnicos, rodada de negócios, atividades de integração e uma tarde de campo na propriedade da família Pecantelli.


O encontro é promovido pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Embrapa, Emater e Prefeitura de Bento Gonçalves, com correalização da Pecantelli, IFRS Campus Bento Gonçalves e Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, por meio do Programa Estadual de Pecanicultura (Pró-Pecã), além do apoio do Sebrae e Senac.



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