Escolha de reprodutores pode definir qualidade da carne antes do abate


A qualidade da carne que chega ao consumidor começa a ser definida na escolha dos reprodutores e matrizes dentro da propriedade. A relação entre seleção genética, desempenho dos animais e resultado final da produção esteve no centro do Meet da Carne, realizado pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) na noite de sexta-feira (25), na sede da Sociedade Rural do Noroeste do Paraná, durante o Raízes do Agro.
A edição reuniu públicos que atuam em diferentes pontos da cadeia, desde pecuaristas ligados à cria até proprietários de casas de carnes. A discussão partiu das decisões tomadas na fazenda para mostrar como genética, nutrição e sanidade precisam atuar de forma conjunta e como a identificação de características de interesse pode orientar os acasalamentos e a seleção dos animais.
A superintendente de Registro da ANC, Sílvia Freitas, explica que um dos focos foi mostrar de forma prática como a genética interfere no resultado econômico da atividade. “Falamos sobre quanto a genética faz diferença no resultado final e sobre a importância de identificar as características que aumentam a lucratividade e multiplicar os indivíduos que possuem essas características”, afirma.
O uso de informações para selecionar reprodutores e matrizes também levou ao debate sobre o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), mantido pela ANC. A ferramenta reúne dados de avaliação genética que podem subsidiar decisões de seleção de acordo com os objetivos estabelecidos para os rebanhos.
A discussão avançou pelas diferentes etapas da cadeia, da definição dos acasalamentos à cria, recria e período que antecede o abate. A intenção, segundo Sílvia, foi fazer com que participantes com diferentes atuações identificassem como suas decisões interferem no produto final, incluindo as etapas posteriores à produção e a própria escolha feita pelo consumidor. “A mensagem que fica é que a carne de qualidade começa muito antes do abate, ainda na tomada de decisão pelo pecuarista dentro da propriedade”, diz Sílvia. Para a superintendente, aproximar esses conceitos dos diferentes públicos foi uma das prioridades do encontro, realizado pela primeira vez no Paraná.





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