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Pelo segundo ano seguido, raça Texel puxa fila da entrada de animais para Expointer

  • Foto do escritor: Artur Chagas
    Artur Chagas
  • há 28 minutos
  • 3 min de leitura
Ovinos da Fazenda do Angico, de Tupanciretã (RS), mais uma vez são os primeiros a ingressar no Parque Assis Brasil (Foto: Artur Chagas/AgroEffective)
Ovinos da Fazenda do Angico, de Tupanciretã (RS), mais uma vez são os primeiros a ingressar no Parque Assis Brasil (Foto: Artur Chagas/AgroEffective)

Pouco depois das 8h desta segunda-feira (24), o Portão 8 do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), foi aberto para o ingresso dos primeiros animais da 49ª Expointer. Pelo segundo ano consecutivo, o rebanho das raças Texel e Texel Naturalmente Colorido (NC), da Fazenda do Angico, de Tupanciretã (RS), puxou a fila e marcou simbolicamente o início da chegada dos exemplares que participarão da feira, programada para ocorrer de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio.


O proprietário da Fazenda do Angico, Arthur Valladão, destacou que a criação é recente, mas já vem conquistando espaço nas pistas da Expointer. Em 2025, a cabanha também foi a primeira a chegar ao Parque Assis Brasil e deixou a exposição com importantes premiações. “A nossa criação é uma cabanha nova. No ano passado também fomos os primeiros a entrar no parque e saímos da Expointer consagrados como Reservado de Grande Campeão e Grande Campeã”, afirmou Valladão.


A viagem de 350 km, de Tupanciretã até Esteio, começou ainda durante a madrugada de domingo (23). Segundo o criador, a logística foi planejada para garantir o conforto dos animais, entre eles uma cordeira nascida há apenas seis dias. “Saí de Tupanciretã à meia-noite e meia, de sábado para domingo, e cheguei em frente ao parque ontem às 7h10 da manhã. A gente demora bastante por causa dos cuidados com os animais. O caminhão tem calefação e luz. Viajamos à noite, quando é mais fresco, e temos bastante preocupação com essa questão do bem-estar animal”, relatou.


A chegada dos primeiros exemplares marca o início de uma intensa movimentação no Parque Assis Brasil. A expectativa para esta edição é de forte presença de animais e criadores, mesmo em um cenário de dificuldades enfrentadas pelo agronegócio.


Para o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, a exposição representa a oportunidade de reconhecer um trabalho que é realizado durante todo o ano nas propriedades rurais. “As estrelas são os animais, seus expositores e seus criadores. É para eles que devemos todo o aplauso e toda a honra, porque não está fácil manter os animais, promover a evolução genética e continuar investindo”, afirmou.


Tang ressaltou que a Expointer reúne exemplares de alto padrão genético e serve como vitrine para o trabalho desenvolvido pelos criadores. “Aqui estarão os melhores animais da região, do Estado, do país e, em muitas raças, os melhores exemplares do mundo. Isso é motivo de muito orgulho”, disse.


Segundo o dirigente, a manutenção dos investimentos em genética é uma característica que diferencia a atividade pecuária, já que os resultados são obtidos no médio e longo prazos. Por isso, mesmo diante de crises e dificuldades econômicas, a interrupção dos programas de melhoramento pode representar perdas difíceis de recuperar. “O produtor continua investindo, apesar de todas as agruras e dificuldades. E nós vamos ver esse trabalho desfilando nas pistas. Genética é um trabalho contínuo e evolutivo. A interrupção pode ser fatal, porque se trata de um investimento de médio e longo prazo”, destacou Tang.


O presidente da Febrac citou como exemplo a pecuária leiteira, na qual uma fêmea nascida hoje leva dois anos até iniciar sua produção. “Você não pode simplesmente interromper esse processo. Não é como uma lavoura, em que eventualmente se pode deixar de plantar em determinado ano. Na genética, se você perde o rebanho ou perde o trabalho desenvolvido, fica para trás”, observou.



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